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Seminário Mídia e Direitos Humanos

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Hoje participamos do Seminário Mídia e Direitos Humanos promovido pela ONG Cipó Comunicação Interativa, pelo O Centro de Comunicação, Democracia e Cidadania (CCDC) da Faculdade de Comunicação (Facom) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e pelo Intervozes.

O evento foi realizado no Colégio Estadual Dalva Matos,  no subúrbio de Salvador, com os alunos do ensino médio. Dando inicio as atividades, o professor Jeovandro, da Faculdade de Comunicação da UFBA, destacou a influência da mídia no cotidiano das pessoas.  “Os meios de comunicação segregam as pessoas. Como eu posso representar o outro nos meios de comunicação sem preconceito?”, disse.

A estudante Jaiana dos Santos, 15, manifestou indignação com que é transmitido nos programas policialescos. “A comunicação é um perigo para sociedade. A TV só passa coisas ruins sobre a favela, mas não é bem assim.” Paulo Vitor, do Intervozes, questionou o público. “Assistimos os programas policialescos, sensacionalistas por que queremos ou por que é o que tem?”. Logo em seguida, Paulo Vitor trouxe um exemplo de uma emissora de televisão que tinha um programa o qual violava os direitos humanos de homossexuais. Esse programa saiu do ar por 30 dias. Nesse período foram exibidos programas educativos e voltados a promoção da dignidade da pessoa humana. O resultado foi que a audiência triplicou. Isso significa que assistimos esses programas porque é o que tem.

A comunicação apesar de ser um direito, sempre foi tratada como negócio. Onde tem negócio, onde tem mercadoria há desigualdade. E por isso, os estudantes sugeriram que para exaltar a beleza e a cultura das periferias de Salvador, é necessário que os movimentos sociais e a sociedade civil unam forças para valorizar as mídias alternativas já existentes.

Nota

  No dia 15 de maio, o Desabafo Social, por meio da Monique Evelle, participou do 14º ano de mobilização do “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”, celebrado no dia 18 de … Continuar lendo

Nota

Estamos embarcando numa louca e produtiva aventura com pessoas da área de arquivologia, biblioteconomia e museologia. Essa loucura tem nome! É a 3ª Bienal da Bahia que acontecerá a partir de 29 de maio em Salvador e diversas cidades do interior baiano. … Continuar lendo

Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

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Para lembrarmos o Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial, o Desabafo Social convida todos vocês para uma roda de conversa sobre essa temática.

O Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial foi instituído no dia 21 de março, pela Organização das Nações Unidas (ONU), em memória do Massacre de Shaperville que ocorreu em de 1960. O massacre aconteceu após uma manifestação contra a lei que obrigava os negros da capital da África do Sul a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular.

Cotas Raciais, Racismo, Redução da Maioridade Penal, Educação, Juventude, Comunicação e muito mais estarão Na Roda com o Desabafo Social. Participe!

Data: 22 de março
Horário: 10h
Local: Rua Doutor Edgar de Barros, 252, Nordeste de Amaralina (Em frente à Escola Casa Belém.)

Comunique-se!

Mais um dia de atividade do Desabafo Social. Dessa vez a oficina foi realizada com os adolescentes no Nordeste de Amaralina.

Primeiro selecionamos algumas matérias de alguns veículos de comunicação e tentamos encontrar o erro. O que as matérias tinham em comum? Termos inadequados se referindo as crianças e aos adolescentes como, por exemplo, o termo “menor” e divulgação da identidade do adolescente ( nome completo, foto  e idade).

Enquanto analisávamos as matérias, os participantes não conseguiram identificar o erro. Termos como os anteriormente citados , estão presentes todos os dias e  é exatamente assim que deve ser chamado, deve ser a cobertura jornalística etc.

A partir daí a discussão se deu em torno do Estatuto da Criança e do Adolescente e os meios de comunicação. Dúvidas foram esclarecidas e logo depois pensamos em ações que serão realizadas pelos participantes da oficina, para potencializar a cidadania a partir do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Para iniciar às ações do grupo, dois deles serão moderadores da “Roda de Conversa On-line: Ciberespaço é outro mundo?” que será realizada no dia 04/02, às 11h (Horário de Brasília) no chat do Desabafo Social.

DIA C

Dia 17 de Outubro é o Dia “C” – Dia Nacional da Juventude Comunicativa. Esta é uma iniciativa da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores – RENAJOC, parceira do Desabafo Social.

Faremos nossa atividade em Salvador, no dia 19 de outubro.
Não fique de fora e participe!

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Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo

O Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia, através de e-clipping, vem acompanhando notícias acerca dos direitos humanos de crianças, adolescentes e jovens, especificamente relacionados aos temas como Situação de rua de crianças e adolescentes em Salvador, Genocídio da Juventude Negra, Participação Juvenil, Exploração Sexual Infanto-juvenil, Esporte Seguro e Inclusivo, entre outros.

 O Brasil sediará em 2014 e em 2016 dois dos eventos mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, o que foi motivo de revolta e insatisfação nas manifestações de junho, sendo a exigência por uma melhor qualidade de educação outra bandeira levantada nas manifestações.  Porém, quando clamam por educação, muitos se esquecem de que ela também se aprende através do esporte.

Hoje as crianças são incentivadas cada vez mais cedo a desenvolver somente o cérebro através de atividades extensas e exaustivas, a virarem pequenos robôs e máquinas. O lado criativo e físico é deixado de lado, como se o cérebro não fizesse mais parte do corpo. É por isso que quando se pede por um melhor ensino, é necessário repensar na interação do esporte na educação, ambos como parte de um todo, de maneira segura e inclusiva, até porque, como é possível manter uma mente sã em um corpo sem saúde?

Pensando no desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e motor através do esporte que a Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco (UPE) assinou, no dia 09/09/13, juntamente com a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco e a Petrobrás, o termo de compromisso para a execução do Projeto Educacional Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo.

 ABMP

http://www.upe.br/portal/noticias/escola-superior-de-educacao-fisica-assina-termo-para-projeto-de-direito-ao-esporte-seguro-e-inclusivo/

 

CURIOSIDADE:

Os filósofos gregos seguiam uma doutrina, a Paidéia, a qual o entendimento de uma mente sã em um corpo são era passado de geração a geração, pois eles acreditavam que para se formar homens e cidadãos do bem era fundamental que se trabalhasse o corpo e a mente em conjunto e que só assim poderia ser alcançada a perfeição. Seguindo a ideologia grega, Pierre de Coubertin, historiador e pedagogo francês, em 1896 organizou o primeiro jogo olímpico de verão, ele além de realizar os primeiros jogos olímpicos da era moderna também foi responsável por promover os esportes nas escolas.

Assim como os gregos, Coubertin sabia da importância do esporte na infância e dos benefícios que ele pode proporcionar: socialização, prevenção de doenças, concentração, inclusão social,disciplina e principalmente formação cidadã. Porém, por mais privilégios que ela possa assegurar, e apesar de existir hoje a Lei 10.328 que consolida a matéria educação física como obrigatória, ela ainda é relegada nas escolas (principal ambiente socializador infantojuvenil), que muitas vezes não tem quadras ou espaços em bom estado, levando muitas crianças a optarem por um esporte particular e excluindo as que não tem condições financeiras, ou seja, tirando dessas uma construção cidadã digna.

É em razão disso que organizações, a exemplo da REJUPE, buscam a completa integração dos jovens por meio do direito ao esporte seguro e inclusivo, promovendo a colaboração com organizações e instituições sociais, como escolas, clubes esportivos, ONGs, assim como com governos, Comitês da Copa e outras entidades. Além de acreditar que tanto a Copa de Futebol quanto as Olimpíadas e Paraolimpíadas possam trazer um momento de inclusão social, orgulho nacional e incentivo para que a população possa utilizar a infraestrutura esportiva após os megaeventos e defendendo que o esporte inclusivo só se faz através da conscientização social e de uma educação integrada.

Salvador, 17 de setembro de 2013

 

Camila Cidreira

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Carlos Abrahão Cavalcanti

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Filipe José de Valois

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Monique Evelle Nascimento Costa

Secretária Geral do Conselho Consultivo Nacional de Adolescentes e Jovens- ABMP

Raísa Rebouças Paiva

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Quem se revolta e com o que?

                                  

Até que enfim estamos vivendo em uma sociedade que tem acordado para algumas questões e lutando para de fato a democracia plena seja exercida com a participação popular nas construções das políticas públicas e questões tangentes a eles.

Neste momento diversas cidades brasileiras tiveram o aumento das passagens do transporte público, onde a população a partir da iniciativa de alguns movimentos se uniram para se manifestar contra esses aumentos nas tarifas e foram as ruas para lutar por isso, em alguns momentos e cidades a palavra lutar foi ao seu sentido literal quando baderneiros infiltrados ao movimento começaram a “quebrar tudo” e a policia ( dito o Aparelho repressor do estado) em seu âmbito de reprimir do dano agiu dentro de sua forma que em momentos se excedeu completamente e chegou a ser uma repressão violenta aos manifestantes. Numa visão geral e difícil até entender dois lados tão distintos um dos manifestantes que lutavam por um bem comum e o outro da policia que estava ali para garantir a integridade do patrimônio publico e o direitos de ir e vir dos outros cidadãos que não estavam nas manifestações ai fica a cada cidadão ver onde se posiciona em relação a seu direito qual lado o violou e qual o contemplou.

            O que tem me incomodado são os novos revolucionários que de fato saíram do facebook e estão nas ruas mas vem questionado os REVOLUCIONÁRIOS de fato que estão lutando a anos dentro dos movimentos sociais de base e que nunca são notados e pouco se importam com isso. Eu, por exemplo, há anos no movimento da criança, adolescência e juventude nunca quis me ascender por estar contribuindo para diversas mudanças que já conseguimos com a crianças dos estatutos da criança e ado adolescentes, do idoso , do torcedor entre outros lutas nossas daqueles que nunca foram vistos na mídia e sempre vão continuar com sua luta árdua de implementação de fato desse e outros objetos de garantia de direitos, e os revolucionários que saíram do facebook o que lhe resta a eles voltar ao facebook ? Acho que é o que veremos a partir de agora, conseguimos abaixar o transporte mas quem será do milhares que ira voltar a discutir na base, nos conselhos gestores, no poder publico a qualidade do transporte? Quem vai lutar pela saúde, educação, entre outras pautas como habitação pois queremos casas mas quando vemos o MST na rua lutando os comparamos a mercenários? Eis estas questões sobre como estamos pensando os milhares de manifestantes que pós-luta iram fazer.

            Outro ponto o qual é de extrema importância abordar a mídia e seus conceitos e com ela veicula a informação alienadora e que tem que ser a vista do que ela pensa, vimos como a mídia tratou as manifestações quando lhe convém ela radicalmente mudava de opinião e isso era entre o intervalo pois tende-se a favorecer algumas pessoas não o coletivo, escutei hoje de uma pessoa que ela vê determinada emissora e ela não é manipulada e nem forçada a nada , muito interessante ver isso de uma pessoa que se diz não alienada , alguém iria saber sobre as PEC 33 e 37 se a mídia não falasse? Quem saberia o que é redução da maioridade penal se a mídia não batesse tanto nessa tecla por seus interesses? Poucos, aqueles loucos que à anos então discutindo na base do  movimento social que estão lutando sem holofotes vencendo as ameaças a falta de recursos para estar em reuniões, plenária a discursão dita por muitos como invalida e chata até por ser diversas vezes estarmos tentando, ainda dizem que nossos somos os alienados..(rsrsr).

            Pensei em escrever esse texto após diversas conversas com manifestantes, militantes, pessoas comuns, alienados, alienadores, adolescentes, revolucionários do facebook, entre outros e comecei a notar o quando todos estavam a favor de ver o povo na rua, mas uma pergunta que poucos me responderam (apenas os militantes) que a luta continua na base e que agora devemos pautar a qualidade continuar a pensar como podemos estar democratizando essa sociedade, as outras respostas foram vazias pois não se sabe o que fazer, não uma base ideológica para fazer novas manifestações, e sem essa referencia logo iremos fazer manifestação contra os manifestantes? Perde-se referencia ao movimento, despolitiza a manifestação para virar um lazer, um programa familiar, onde estamos não lutando por direitos, mas sim passeando, gastando cartazes que depois viram lixo poluindo nossa cidade entre outras matérias e que sem objetivo viram inúteis e caem nas mesmices.

            Muito me questionaram sobre esse posicionamento maluco que tenho, mas meus pensamentos são numa linha de que temos que repensar como saímos à rua, como manifestamos precisamos pensar contra o que e quem lutamos não defender causas pessoas ou se quando coletivas inferem direitos dos outros, não discutimos, não chegamos a uma conclusão, não temos um pensamento único, uma base de discursão para que todos tenham acesso e possam discutir, promover, trazer as devolutivas e conseguirmos os objetivos de interesse comum, sou contra a corrupção, contra as PEC que não servem ao interesses do povo, contra a redução da maioridade penal, contra o domínio das empresas, contra diversas coisas que inferem os direitos humanos, contra a sociedade, contra o trabalhador, o dito cidadão aquele o mais violado, que mais sobre com toda essa ausência de politicas, de pensamentos críticos e de fato uma participação popular.

            Devemos acabar com a frase:- “Ruas cheias de pessoas vazias”; e devemos a partir de agora ter –“RUAS CHEIAS DE PESSOAS CHEIAS” , cheia de conhecimento de causa e luta, de democracia, cheia de coragem, sem medo e com a determinação de que a participação popular pode mudar o cenário político e social brasileiro.

Carlos Alberto

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Imagina na Copa – Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças.

Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças

‘Desabafo Social’ realiza atividades na periferia de Salvador para debater temas como exploração sexual de crianças e segurança na internet; projeto também está presente em outros estados.

O Desabafo Social é uma rede de jovens inseridos em movimentos sociais, que busca transformar a realidade da periferia de Salvador através de ações que despertam e aprimoram o senso crítico de crianças e adolescentes para as questões de direitos humanos. O grupo promove atividades como oficinas, debates e diálogos e, em dois anos, já impactou, sem qualquer apoio financeiro, 40 crianças e adolescentes.

Monique Evelle, estudante, tomou a iniciativa de fundar a rede em maio de 2011, aos 16 anos de idade, no bairro Nordeste de Amaralina, onde mora. Atualmente sete jovens trabalham diretamente no projeto na capital baiana, que conta também com articuladores em São Paulo, Ceará, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte, atuando em ONGs, escolas e em movimentos sociais.

As oficinas abordam temas como segurança na internet, exploração sexual, trabalho infantil, meio ambiente e liberdade de expressão. Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República nesta semana, que é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, mostram que a Bahia ficou em 7º lugar no ranking dos estados que mais receberam denúncias de violação dos direitos das crianças e adolescentes, entre janeiro e abril de 2013. No ranking de denúncias apenas de violência sexual, a região sobre para a 3ª posição.

As atividades do Desabafo Social visam conscientizar as crianças sobre quais são esses riscos, como e onde podem ocorrer, além de abordar os direitos das crianças em diferentes aspectos. “Uma menina que tinha participado de uma oficina em 2012 veio até mim dizer que queria organizar um futebol das crianças. Eu perguntei por que e ela respondeu que eu ensinei que todas as crianças tinham direito de estudar e de brincar”, conta Monique.

Segundo a fundadora do Desabafo Social, os pais das crianças já relataram que o comportamento dos filhos mudou após a participação nas oficinas. “Eles não jogam mais lixo na rua porque fizeram oficina de educação ambiental, sabem a hora de falar e a de escutar e respeitam os adultos”.

O investimento para manter as atividades do Desabafo Social vem dos próprios jovens que atuam no projeto. As tentativas de conseguir apoio em estabelecimentos locais, segundo Monique, não tiveram sucesso. As oficinas e demais atividades, que antes eram feitas em espaços cedidos, passaram a acontecer na rua. Mas a jovem acredita que a atual repercussão que o projeto vem tendo vai facilitar futuros apoios.

O Desabafo Social lança bimestralmente uma revista online. Além do conteúdo produzido por voluntários, crianças e adolescentes são convidadas a participar enviando textos e imagens. O projeto também tem o objetivo de atingir uma faixa etária mais alta, estimulando os jovens a se engajarem em causas sociais.

Juliane Gabillaud, que é voluntária do Desabafo Social ministrando oficinas, está entre esses jovens. “A sensação de passar o conhecimento é incrível, eu não sou nada, mas eu posso fazer alguma coisa, qualquer um pode. Esse movimento está aí para mostrar para as pessoas podem”, opina.

O vídeo pode ser assistido clicando aqui.

[Juliane Costa, jornalista e voluntária do Imagina na Copa – imprensa@imaginanacopa.com.br]