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Desabafo Social leva o prêmio!

PRÊMIO DE TODA EQUIPE DO DESABAFO SOCIAL.

Na cerimônia de abertura do XXV Congresso da ABMP, Monique Evelle, foi premiada pelo seu trabalho no Desabafo Social, rede composta por adolescentes e jovens inseridos em movimentos sociais, que busca contribuir para que os direitos humanos ganhem sentido no cotidiano de meninos e meninas. A rede realiza oficinas, chats online e publica uma revista eletrônica, com conteúdos produzidos por adolescentes e jovens.

A equipe do Desabafo Social agradece a você por fazer parte e acreditar nesta rede!

 

 

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É possível protagonismo juvenil sem reforma política?

Há quem tenha aversão com o termo protagonismo juvenil. Talvez por considerar individualista demais. Porém, a ideia proposta por Antonio Carlos Gomes da Costa, pedagogo e redator do Estatuto da Criança e do Adolescente, acerca do protagonismo, não se esgota na individualidade. A partir do momento que o jovem atua de forma ativa, colaborativa e construtiva nas decisões que irão impactar na sua vida e na sociedade, está exercendo o seu papel de protagonista.

Censurados, invisíveis e espalhados pelos quatro cantos, os protagonistas juvenis vem desenvolvendo ações de grande impacto, mostrando engajamento e compromisso naquilo que acreditam. Seja no recorte social e político, seja no recorte econômico e cultural.

Discutir sobre esse assunto sem falar em reforma política, não dá né?

Durante as manifestações de junho deste ano, o tema reforma política foi recolocado em debate nacional, fazendo com que a presidente Dilma elencasse propostas como responsabilidade fiscal e plebiscito para formação de uma constituinte sobre reforma política. Entretanto , vale destacar, que o debate e as propostas se esgotaram exclusivamente no viés eleitoral.

Quando discutimos sobre esse tema um leque de perspectivas e mudanças devem ser levados em conta. Um exemplo é a Política Militar Brasileira. É evidente que a PM age com violência. As ações truculentas têm lugar e público reservado: periferias e negros. Não foi atoa que em 2012 o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu que o Brasil combatesse a atividade dos “esquadrões da morte”. Assim como os casos “Amarildos”, trazem grande repercussão fazendo surgir revolucionários das redes sociais, é necessário uma enorme mobilização para que seja aprovado o projeto de lei 4471/2012. Para quem não sabe, esse PL prevê a investigação de homicídios cometidos por policiais durante o trabalho. Começar a discutir reforma política destacando esse ponto, já é um bom começo.

Já ouviu falar do Programa Estação Juventude ? Pois bem, o Programa Estação Juventude pretende ampliar o acesso de jovens de 15 a 29 anos, que vivem em áreas de maior vulnerabilidade social, às políticas, programas e ações integradas no território que assegurem seus direitos de cidadania e ampliem a sua inclusão e participação social. Um programa como esse , pode trazer grandes impactos positivos. Salvador, terceira cidade mais violenta do país segundo o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano (Cebela) , não conseguiu a pontuação mínima necessária para ser classificada nesse programa. Sem conselho, sem secretaria e sem política de juventude fica difícil. Em contrapartida, a capital da Bahia conseguiu aprovar projetos de R$ 50 milhões para requalificar a orla da Barra. Enfim né.

Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sócio- comunitário ” (Costa, 1996:90)

Falando em transcender os limites, pensando nos lindos discursos dos parlamentares sobre a importância da participação do jovem nos espaços de poder e considerando a perpetuação do político no cargo, seria a protagonismo juvenil uma utopia? É uma questão relevante a se pensar.

Como já citei em outro texto – Reflexividade Colaborativa que está no blog do Desabafo Social – o número de adolescentes e jovens que são assassinados no Brasil, é muito maior do que o número de jovens que cometem assassinato.

Presenciamos o extermínio antecedendo o protagonismo juvenil e a polícia chegando antes das políticas públicas. Curtir apenas , já não tem efeito. Ou melhor, nunca teve. Se realmente queremos reforma política, e não apenas eleitoral, vamos levar essa discussão para o campo popular.

Status

Ocupação da Secretaria de Justiça de SP

Um documento com diversas reivindicações do Movimento no que diz respeito ao fim da violência policial no estado foi protocolado no ato de ocupação da Secretaria de Justiça de SP, realizado no dia 22 de novembro de 2012, mesma data da posse do Secretario Fernando Grella. Foi também neste dia que a Secretaria se comprometeu a receber o Comitê em audiência pública. Na última semana foi apresentado à Secretaria de Justiça um complemento ao documento com dados atualizados. Mas o Secretário NÃO compareceu!!

A íntegra dos dois documentos pode ser acessada nos links:

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 22 de Novembro de 2012:
http://www.uneafrobrasil.org/images/conteudos/Documento%20comite%20-%2022%20de%20novembro.pdf

Carta do Comitê ao Governo do Estado em 19 de Março de 2013
http://www.uneafrobrasil.org/images/conteudos/Carta%20do%20Comite%20%20para%20Audiencia.pdf

Em síntese, são esses os principais assuntos pautados:

1. Elucidação de chacinas e mortes do ano de 2012/2013;
2. Reconhecimento e investigação dos grupos de extermínio;
3. Redução da letalidade policial com participação da sociedade civil no monitoramento;
4. Garantia de segurança para denúncias;
5. Ouvidoria e corregedoria com autonomia e efetividade no controle e punição;
6. Indenização a familiares e vítimas fatais ou não;
7. Pelo fim do encarceramento em massa;
8. Fim de registros que mascaram a violência policial;
9. Alteração de evidências no sistema de saúde;
10. Qualificar dados sobre violência e letalidade policial;
11. Autonomia e controle interno do IML.

Diálogos das Juventudes de Periferia.

dialogos-perifericos3No dia 11 de março, em Brasília-DF, foi realizado o lançamento oficial do Diálogos das Juventudes de Periferia. O evento discutiu como o público juvenil é e pode ser o verdadeiro protagonista de transformações nas periferias. Contará com a participação dos baianos Enderson Araújo jovem comunicador da Mídia Periférica e Luciane Reis comunicóloga da Mídia Étnica. Além deles, Davidson Pereira, de Ceilândia, estudante de Jornalismo e o Rapper e Poeta GOG.
Diálogos das Juventudes de Periferia é um projeto criado pelos jovens do Mídia Periférica que deu seu passo inicial na comunidade de Nova Sussuarana em Salvador, com o tema “Jovens de Periferia Contrariando as Estatísticas”. Com o apoio do Programa Jovem de Expressão, Ceilândia foi palco do lançamento oficial do projeto.
Partindo do pressuposto que os jovens são sujeitos de direitos e que a juventude é uma etapa que vai além da transição entre adolescência e fase adulta, o evento trata-se de um espaço de discussão destacando a autenticidade da participação juvenil. Além disso, a ideia é trocar experiências acerca das ações que os jovens vêm desenvolvendo nas localidades onde moram, mostrando que esse ativismo pode estimular a participação social das juventudes.
O lançamento do Diálogos das Juventudes de Periferia foi o ponto de partida para fortalecer as parcerias entre os empreendedores juvenis e ampliar a concepção de como os jovens podem utilizar o seu território para definir e enquadrar suas respectivas demandas. É o início de um processo de construção de cidadãos mais críticos e determinados em prol do bem-estar social da sua periferia.
Monique Evelle
Assessoria de Comunicação dos Diálogos das Juventudes de Periferia
(71) 9136-4176
(71) 8141-5932