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Tribo Urbana – A voz da Periferia !

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Grupo Lição Final

 

O movimento negro Hip-Hop está cada vez mais evidente . O jeito de se vestir, de falar, de cantar, de dançar deixou de ser algo discriminável e passou a ser símbolo . O hip hop é uma cultura artística que foi iniciada durante a década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque.

O Afrika Bambaataa, reconhecido como o criador oficial desse movimento, criou quatro pilares essenciais na cultura hip hop: o rap, o DJing, a breakdance e a escrita do grafite. Outros elementos incluem a moda hip hop e as gírias. Os subúrbios, que são verdadeiros guetos, enfrentam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de infra-estrutura e de educação, entre outros , desde então os jovens encontram na rua o único espaço de lazer, e geralmente entram num sistema de gangues, as quais se confrontam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial , daí podemos então reconhecer o Hip Hop como um movimento de libertação , um movimento cultural que dá condição de pensar para vários outros segmentos e a partir dai dar condições de lutar em favor das periferias.

A melhor forma de levar novas perspectivas de vida para as pessoas que vivem à margem da sociedade é incentivando a liberdade e uma forma de expressar o seu sentimento e a realidade social em forma de rap. Contribuir para que os jovens saiam do mundo das drogas, educar e atrair as pessoas para o lado da cultura buscando conhecimento através do rap, essa é a filosofia , esse é o objetivo . O Rap é a face da periferia e a construção cultural a partir do surgimento de expressões artísticas inovadas que revelam a identidade e retratam a cidade, partindo de pensamentos e manifestações que que batem de frente com a real situação da sociedade e propõe mudanças na mesma .

O movimento chegou como uma questão de educação e com o seu papel na diminuição da desigualdade que gera violência, abrindo o campo de visão da juventude que começa a interpretar o coletivo dentro da trajetória de manifestações culturais que atuam nas periferias metropolitanas, convivendo com as dificuldades e os problemas sociais , que refletem o seu dia a dia e afetam até o perceber desta arte dentro da construção da cidade. A força moral não é um privilegio heroico , faz parte de qualquer sujeito principalmente aquele que mora na favela , porque este aprende que a cada dia que se passa a sua vida é uma batalha e pra pra conseguir o que se quer é necessário ir a luta .

O Hip hop desenrola histórias de heróis na vida real , vivida por pessoas comuns da favela e não importa a cor, o nível de escolaridade , religião ou qualquer outro critério , a periferia é o centro , o hip hop é nossa manifestação cultural é a voz da rua , são crônicas e informações em forma de música , de dança , de arte.

 

Tainá Paranhos

O responsável pelo conteúdo é o autor.

O que rolou na Roda de Conversa On-line: Da senzala à periferia.

Para iniciar as atividades em 2014, o Desabafo Social realizou na manhã do dia 14/01 a Roda de Conversa On-line, Da senzala à periferia. Adolescentes e jovens brasileiros de Minas Gerais, Bahia, Roraima, Maranhão, São Paulo, Goiás e Paraná marcaram presença.

O primeiro ponto levantado pelos participantes foi Cota Racial nas Universidades Federal. Com argumentos do senso comum , a maioria que estava no bate-papo ainda considera errado cota racial. “Eu não acho certo que o negro tenha mais “vantagens” que as outras pessoas.” Carolina Sebastião, São Paulo.

Ultrapassando os limites do caput do artigo 5 da Constituição Federal , Monique Evelle, Bahia, diferenciou isonomia e igualdade. “Existe uma coisa chamada principio de isonomia , em outras palavras é `tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente, na medida de suas desigualdades. O artigo 5º da CF/88 trata da igualdade formal, igualdade material e nem todos são iguais no plano material.Isso entra nas questões de políticas públicas , criação de ações afirmativas para “corrigir” legalmente esses equívocos de desigualdades no plano material e garantir a dignidade da pessoa humana através da isonomia.” Complementando a fala , Enilson Ribeiro, Maranhão, fez dois recortes sobre as cotas. O primeiro que está relacionado com renda e o segundo recorte é étnico identitário.

Cotas pra lá cotas pra cá, o segundo ponto em debate foi Rolezinho no Shopping. “Em 2008, em Brasília aconteceu isso com um grupo de adolescentes que estavam participando dos preparativos do Congresso Mundial de Enfrentamento a Exploração Sexual. Ao entrar no Shopping fomos escoltados por uns 10 seguranças! Ouvíamos no sistema de som ambiente as nossas coordenadas! Foi vexatório!” , disse Enilson Ribeiro. Além do rolezinho em 2008, Érica Ribeiro, Paraná, relembrou que aconteceu o mesmo em Curitiba no ano de 2005. “Infelizmente caiu no esquecimento.”, disse ela.

Após duas horas de debate e diversas ramificações do racismos sendo levantas, a Roda de Conversa On-line foi finalizada. “Sabe o que é mais “engraçado”? A pessoa é contra cotas raciais, a favor da redução da maioridade penal, quer viver de ciências sem fronteiras, contra os rolezinhos nos shoppings etc e chora por Mandela!” , disse Monique.

O próximo bate-papo será no dia 04/02 com o tema “Ciberespaço é outro mundo?”. Fiquem ligados na agenda e participem das ações do Desabafo Social!

Diálogos das Juventudes de Periferia.

dialogos-perifericos3No dia 11 de março, em Brasília-DF, foi realizado o lançamento oficial do Diálogos das Juventudes de Periferia. O evento discutiu como o público juvenil é e pode ser o verdadeiro protagonista de transformações nas periferias. Contará com a participação dos baianos Enderson Araújo jovem comunicador da Mídia Periférica e Luciane Reis comunicóloga da Mídia Étnica. Além deles, Davidson Pereira, de Ceilândia, estudante de Jornalismo e o Rapper e Poeta GOG.
Diálogos das Juventudes de Periferia é um projeto criado pelos jovens do Mídia Periférica que deu seu passo inicial na comunidade de Nova Sussuarana em Salvador, com o tema “Jovens de Periferia Contrariando as Estatísticas”. Com o apoio do Programa Jovem de Expressão, Ceilândia foi palco do lançamento oficial do projeto.
Partindo do pressuposto que os jovens são sujeitos de direitos e que a juventude é uma etapa que vai além da transição entre adolescência e fase adulta, o evento trata-se de um espaço de discussão destacando a autenticidade da participação juvenil. Além disso, a ideia é trocar experiências acerca das ações que os jovens vêm desenvolvendo nas localidades onde moram, mostrando que esse ativismo pode estimular a participação social das juventudes.
O lançamento do Diálogos das Juventudes de Periferia foi o ponto de partida para fortalecer as parcerias entre os empreendedores juvenis e ampliar a concepção de como os jovens podem utilizar o seu território para definir e enquadrar suas respectivas demandas. É o início de um processo de construção de cidadãos mais críticos e determinados em prol do bem-estar social da sua periferia.
Monique Evelle
Assessoria de Comunicação dos Diálogos das Juventudes de Periferia
(71) 9136-4176
(71) 8141-5932