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Hábitos de Navegação na Internet

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A internet enquanto meio de comunicação mais ágil e prático existente, oferece ao usuário inúmeras vantagens, sobretudo no que diz respeito ao processo de produção da informação. Em relação aos meios tradicionais, como a TV e o rádio, a internet dá ao público o que esses meios de comunicação de massa não conseguiram: participação efetiva na produção, onde todos podem ser produtores e emissores de informação, e não apenas consumidores e receptores passivos .Em contraponto, a internet tem também diversas desvantagens, haja vista que proporciona um amplo campo de divulgação e  disseminação de conteúdo sem controle,originando desta forma várias situações indesejáveis,como o surgimento de cyberbullying,pornografia, dificuldade de fiscalizar os direitos autorais e intensa exposição.

A partir disso, foi proposta pela ONG SaferNet Brasil duas pesquisas, uma em 2008 e outra em 2013, sobre Hábitos de Navegação na Internet. Segundo a pesquisa realizada em 2013 com 2.834 internautas de 9 a 23 anos, 21% de 15 a 17 anos acessam a internet 2 a 3 vezes por semana e os outros 62% de 18 a 23 anos acessam a internet todos os dias, sendo que ao todo 80% curtem redes sociais.  E de acordo com a pesquisa realizada em 2008 com 2525 alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, 28,45% usam a internet de uma a duas horas e 43,77% mais de três horas. Seguindo essa estatística, se torna claro que o jovem tem estado muito mais exposto ao público, porém, o cuidado com sua privacidade de informações íntimas é incompatível com a quantidade do que expõe.

Mais uma vez os números afirmam na pesquisa de 2013 que 26% dos jovens não se importam com as configurações de privacidade e 19% não sabem como configurar, contudo, mesmo correndo riscos, 60% do que é compartilhado são fotos pessoais, 35% nome e sobrenome, 28% nome da escola. Na pesquisa de 2008, 30% dos adolescentes publicam seus nomes e sobrenomes, 10% nome da escola e 46% fotos pessoais, ou seja, houve um aumento na exposição das informações pessoais de 2008 a 2013, o que torna esses jovens mais expostos a ponto de ficarem vulneráveis a diversas situações indesejadas como cyberbulling, sextings e variados crimes decorrentes do uso incorreto da internet.

É devido a essa exposição inadequada e pela facilidade de manter relações virtuais que na pesquisa de 2013, 58% dos meninos tem mais de 10 amigos virtuais e 68% das meninas já conheceram um amigo pela internet, ainda que esses amigos não sejam necessariamente  conhecidos físicos. Já na pesquisa de 2008, 61% tem amigos virtuais e 41% desses tem mais de 10 amigos virtuais. Não deixando de lado que além de fazer amigos virtuais, esses jovens também utilizam a internet para namorar como aponta os dados da pesquisa de 2013, a qual mostra que 35% dos meninos e 18% das meninas usam a rede para esse fim, como também na pesquisa de 2008, 22% já namoraram pela internet, desses 45% mais de uma vez. O que de certa forma facilita a ocorrência de sextings. O sexting – palavra originada da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) + texting (envio de mensagens), ocorre quando se tira e compartilha fotos sensuais de teor erótico – vem se tornando uma moda no universo cybernético, como aponta a pesquisa de 2013, na qual 42% receberam mais de cinco vezes imagens sensuais ou eróticas e 63% enviaram mais de cinco vezes mensagens desse tipo. Como também na pesquisa de 2008, em que 12,1% admitem já ter publicado fotos íntimas na internet e 31,05% já encontrou ou recebeu conteúdo pornográfico.

Além do sexting, o cyberbullying também tem se tornado o segundo maior receio para 49% dos internautas segundo pesquisa de 2013, sendo que 12% afirmam que já foram vítimas dessa agressão e 35% tem um amigo que já sofreu cyberbullying ao menos uma vez como também 36% disseram o mesmo na pesquisa de 2008. De  acordo com os artigos 17 e 18 do ECA: “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais” e “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

Segundo pesquisa realizada, em 2008, pelo Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos (Leeme) da Universidade Mackenzie, com 2.039 jovens entre 11 e 18 anos, de escolas públicas e particulares, os jovens não estão preparados para lidar com o grau de abertura proporcionado pela internet. De acordo com o estudo, coordenado pela professora Solange Barros, os adolescentes estão suscetíveis a problemas como exposição à pornografia, divulgação indevida de imagem e dados pessoais, boatos, pedofilia e incitação à violência. “Quarenta e cinco por cento dos entrevistados já tiveram medo em algum tipo de acesso que fizeram na rede.” (http://acritica.uol.com.br/vida/Comportamento-Pais_e_Filhos_0_356364435.html)

Adjunto ao sentimento de insegurança alguns jovens se conservam negligentes aos meios de prevenção dos perigos da internet, de modo que 31% e 52% (entre os de nove anos) não buscam informações de prudência de acordo com pesquisa de 2013.

Embora, 38% deles acreditarem que a escola é o responsável pelo ensino sobre o uso seguro da internet, o papel dos pais é o mais importante na busca da prevenção, já que 46% dos filhos não tem acompanhamento dos pais – pesquisa 2013 – e 67% dos que já foram humilhados pela internet não possuem limite de uso estabelecido pelos pais – pesquisa 2009.  A ausência desses pais como transmissores centrais da educação do uso da internet, talvez seja um essencial fator para a ocorrência de crimes contra crianças e adolescente na internet.

Diante dessa comparação entre os dados da pesquisa de 2008 e de 2013 sobre os Hábitos de Navegação da Internet e, considerando que o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”; considerando que o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH, 2007) e o Programa Ética e Cidadania criados pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) oferecem oportunidade de discussão sobre o uso ético e seguro da internet como política pública; considerando  que o eixo Educação e Mídia do PNEDH orienta a incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no trabalho pedagógico dos educadores brasileiros e; considerando que a  Lei 11.525 , de 25 de setembro de 2007, a qual altera o artigo 32 da lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 diz que “O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado”, o Conselho Estadual de Jovens da ABMP- Bahia, sugere que:

  1. O Ministério da Educação e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, com o apoio da sociedade civil e de outras organizações, construam materiais educativos para o uso e também para prevenção de perigos na internet. Contudo, também se faz necessária a efetivação das leis e Planos Nacionais citados para possibilitar a aplicação do material sugerido acima. Esses materiais educativos devem ser implantados no sistema educacional de maneira gradativa, o que facilitaria a absorção do conteúdo.
  1. As escolas da rede pública e privada, realizem ações  para educação digital nas unidades escolares;
  2. As escolas da rede pública e privada, realizem encontros regulares entre estudantes, pais e educadores para discussão  sobre perigos on-line, alertando para os cuidados ao publicar informações pessoais na internet;
  3. O poder público, a sociedade civil e outras organizações, incentivem crianças, adolescentes e jovens a promoverem ações voltadas aos direitos humanos na internet.
  4. As escolas da rede pública e privada, realizem estudos de casos sobre violações de direitos na web, para que os adolescentes e jovens sugiram ações de prevenção;
  5. As escolas da rede pública e privada, realizem ações voltadas para o uso das redes sociais como possibilidades pedagógicas;
  6. As escolas da rede pública e privada, organizações não governamentais e outras instituições, realizem atividades de conscientização acerca da linha tênue entre o mundo real e o espaço digital;
  7. As escolas da rede pública e privada, a sociedade civil e outras organizações, realizem discussões sobre os princípios fundamentais do Marco Civil da Internet ( Privacidade, Neutralidade da Rede e Ordem Judicial.)
  8. As escolas da rede pública e privada, a sociedade civil e outras organizações , realizem atividades educomunicativas pautando questões relacionadas com o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Juventude;

Camila Andrade Cidreira

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Luiza Bahia Marques

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Rafael Menezes Barreto Silva

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Monique Evelle Nascimento Costa

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

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Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo

O Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia, através de e-clipping, vem acompanhando notícias acerca dos direitos humanos de crianças, adolescentes e jovens, especificamente relacionados aos temas como Situação de rua de crianças e adolescentes em Salvador, Genocídio da Juventude Negra, Participação Juvenil, Exploração Sexual Infanto-juvenil, Esporte Seguro e Inclusivo, entre outros.

 O Brasil sediará em 2014 e em 2016 dois dos eventos mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, o que foi motivo de revolta e insatisfação nas manifestações de junho, sendo a exigência por uma melhor qualidade de educação outra bandeira levantada nas manifestações.  Porém, quando clamam por educação, muitos se esquecem de que ela também se aprende através do esporte.

Hoje as crianças são incentivadas cada vez mais cedo a desenvolver somente o cérebro através de atividades extensas e exaustivas, a virarem pequenos robôs e máquinas. O lado criativo e físico é deixado de lado, como se o cérebro não fizesse mais parte do corpo. É por isso que quando se pede por um melhor ensino, é necessário repensar na interação do esporte na educação, ambos como parte de um todo, de maneira segura e inclusiva, até porque, como é possível manter uma mente sã em um corpo sem saúde?

Pensando no desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e motor através do esporte que a Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco (UPE) assinou, no dia 09/09/13, juntamente com a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco e a Petrobrás, o termo de compromisso para a execução do Projeto Educacional Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo.

 ABMP

http://www.upe.br/portal/noticias/escola-superior-de-educacao-fisica-assina-termo-para-projeto-de-direito-ao-esporte-seguro-e-inclusivo/

 

CURIOSIDADE:

Os filósofos gregos seguiam uma doutrina, a Paidéia, a qual o entendimento de uma mente sã em um corpo são era passado de geração a geração, pois eles acreditavam que para se formar homens e cidadãos do bem era fundamental que se trabalhasse o corpo e a mente em conjunto e que só assim poderia ser alcançada a perfeição. Seguindo a ideologia grega, Pierre de Coubertin, historiador e pedagogo francês, em 1896 organizou o primeiro jogo olímpico de verão, ele além de realizar os primeiros jogos olímpicos da era moderna também foi responsável por promover os esportes nas escolas.

Assim como os gregos, Coubertin sabia da importância do esporte na infância e dos benefícios que ele pode proporcionar: socialização, prevenção de doenças, concentração, inclusão social,disciplina e principalmente formação cidadã. Porém, por mais privilégios que ela possa assegurar, e apesar de existir hoje a Lei 10.328 que consolida a matéria educação física como obrigatória, ela ainda é relegada nas escolas (principal ambiente socializador infantojuvenil), que muitas vezes não tem quadras ou espaços em bom estado, levando muitas crianças a optarem por um esporte particular e excluindo as que não tem condições financeiras, ou seja, tirando dessas uma construção cidadã digna.

É em razão disso que organizações, a exemplo da REJUPE, buscam a completa integração dos jovens por meio do direito ao esporte seguro e inclusivo, promovendo a colaboração com organizações e instituições sociais, como escolas, clubes esportivos, ONGs, assim como com governos, Comitês da Copa e outras entidades. Além de acreditar que tanto a Copa de Futebol quanto as Olimpíadas e Paraolimpíadas possam trazer um momento de inclusão social, orgulho nacional e incentivo para que a população possa utilizar a infraestrutura esportiva após os megaeventos e defendendo que o esporte inclusivo só se faz através da conscientização social e de uma educação integrada.

Salvador, 17 de setembro de 2013

 

Camila Cidreira

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Carlos Abrahão Cavalcanti

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Filipe José de Valois

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Monique Evelle Nascimento Costa

Secretária Geral do Conselho Consultivo Nacional de Adolescentes e Jovens- ABMP

Raísa Rebouças Paiva

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Entrevista com jovens que participaram do Encontro Regional Sudeste de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Igo MG

Nome: Igo Bollei
Idade: 18 anos
Estado: Minas Gerais

Fizemos as mesmas perguntas para todos os entrevistados:

1Qual a importância de discutir o tema abuso sexual com as crianças e adolescentes?

2-Como é a participação juvenil no Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes?

1 – “Eu acho que a partir do momento que a gente está procurando conversar com eles, vamos ter uma noção da verdadeira realidade e os meios que podem estar acontecendo à exploração sexual e nos passar através do dialogo o que eles sentem ao falar sobre o tema, assim colaborando para a construção de um plano de ação com eles que realmente estão mais vulneráveis ao abuso sexual.”

2- “Onde os jovens teria a principal função da pergunta anterior que seria aproximar a temática para o espaço com a perspectiva que talvez um adulto não conseguisse trazer com sua realidade.”

Moises MG

Nome: Moisés
Idade: 24 anos
Estado: Minas Gerais

1- “Acredito que seja importante discutir essa questão junto á crianças e adolescentes pois eles são o público que sofre essa violência. Em um primeiro plano podemos falar em autoproteção. Já que a informação e necessária para se proteger de situações de violência. O abusador muitas vezes age de forma mascarada, tentando seduzir a criança por meio de carinho, atenção, presentes e etc. É importante que a criança e o adolescente estejam preparados para identificarem essa situação e se protegerem. O explorador sexual também usará técnicas mascaradas para chegar até suas vítimas. Muitas vezes prometendo uma vida de sucesso e riqueza em outras regiões para convencer a criança/adolescente e até mesmo suas famílias a entrar nesse mercado. Também é importante falar dessa situação pois muitas vezes crianças e adolescentes se abrem entre si sobre os problemas que enfrentam na vida e podem relatar situações de violência sexual a um par de sua idade. É necessário que quem esteja ouvindo esse relato saiba a quem procurar, o que dizer e o que não dizer nesse momento. Por fim, é importante falar dessa temática pois crianças e adolescentes devem ser sujeitos politizados e participantes na vida política da sociedade e devem construir ações pela sua autoproteção participando protagonicamente da vida política sua sociedade.”

2- “A participação juvenil no Comitê Nacional se dá através dos fóruns, comitês e redes estaduais de enfrentamento á violência sexual contra crianças e adolescentes nos 26 estados e distrito federal. Os estados que não tem rede específica de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes se fazem representar através dos fóruns dos direitos da criança e adolescentes ou de instituições que desenvolvem esse trabalho. O Comitê Nacional criou o termo Ponto Focal para designar o adulto/instituição que o representa em cada estado e distrito federal e o termo Ponto Focal Juvenil para designar o adolescente/jovem que desempenha essa ação. O ponto focal juvenil é o representante do Comitê Nacional em seu estado e também o representante de seu estado no comitê nacional. Ele traz ao comitê as demandas de seu estado e leva a seu estado as informações do comitê nacional. São adolescentes e jovens que participam de instituições que compõem esses fóruns e que são eleitos democraticamente por seus pares para uma gestão tri-anual. Eles participam das ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes em seu estado e mobilizam outros adolescentes e jovens para também participarem. Os pontos focais juvenis d e cada região elegem entre um ponto focal juvenil para ser coordenador regionais e os cinco coordenadores regionais elegem um coordenador regional para ser o representante nacional da juventude na coordenação executiva do Comitê (função que ocupo hoje).Algumas instituições que hoje são Ponto Focais Juvenis são: Circo de Todo Mundo – Minas Gerais. JCA – Juventude Carioca em Ação – Rio de Janeiro CEDECA – Interlagos – São Paulo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua – Espírito Santo CEDEA Bahia – Bahia CONCEX – Mato Grosso do Sul Makunaíma – Roraima CEDECA Pé na Tába – Amazonas Ciranda – Paraná Pastoral do Menor – Paraíba dentre outras.”

Anderson ES

Nome: Anderson
Idade: 37 anos
Estado: Espírito Santo

1- “A importância é levar conhecimento para essas pessoas, como as formas que esta violência pode estar ocorrendo e elas participando dessas discussões a gente consegue fazer algo que está dentro da política que é o protagonismo por que vamos incentivar o conhecimento e ao mesmo tempo fazer com que elas fiquem interessadas no tema e nos espaços de discussões.”

2- “Vou falar da minha realidade no Espírito Santo, nos comitês que já participei nos fazíamos convites para as famílias responsáveis pelas crianças e adolescentes a participarem desses comitês para que juntos pudessem estar participando das discussões e implementações de atividades dentro das nossas ações.”

Jessica SP

Nome:Jessica
Idade:18
Estado:São Paulo

1- “Discutir o tema abuso sexual com crianças e adolescentes, é como uma massa de modelar, que modelamos para que ela tenha o formato desejado. Uma vez que se trata dos mais vulneráveis a esses tipos de ataque, é de extrema importância que eles saibam do que se trata, mas isso de uma maneira segura e didática. Até porque na maioria dos casos, o abuso vem de pessoas do ciclo familiar e de confiança da criança, portanto na inocência ela pode acreditar estar fazendo o certo. É preciso que essas crianças e adolescentes tenham contato com o tema, de forma que seja entendido que isso viola seus direitos, e que eles podem e devem mudar isso.”

2- “Apesar de estar conhecendo agora o Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, vejo que a participação juvenil pode ser extremamente ativa. Na verdade, acredito que todos que já conhecem ou tiveram pouco contato com o Comitê, já faz parte dele, porque nós podemos colaborar diretamente na discussão e criação de projetos e coisas do tipo, basta estar interessado no assunto e na mudança da nossa realidade.”

Katia SP

Nome:Kátia
Idade:38
Estado:São Paulo

1- “O tema da violência sexual contra crianças e adolescentes, está em pauta nos últimos anos. A proteção de meninos e meninas é de responsabilidade da família, da sociedade e do Estado, como preconiza o ECA. Envolver adolescentes e jovens nesta luta, é de extrema importância, pois munidos de informações, estes terão realmente a condição de sujeito de direitos e dono de sua história. É dar a oportunidade de traze-los a participar de sua luta por dignidade sexual e, ter sua sexualidade protegida, além de multiplicarem aos seus pares toda a gama de informações necessárias a sua auto proteção.”

2- “O Comitê Nacional de Enfrentamento é formado por adultos, adolescente e jovens na luta pela erradicação da violência sexual contra crianças e adolescentes e, pela implantação do Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A participação desta galera tem tido resultados de excelência, principalmente na formação, mobilização e prevenção a este tipo de violência. Que possam ter o seu direito constitucional de participação da vida pública e não simplesmente, castrados de suas opiniões, saberes e potência. No Comitê, a participação deste público é inerente, com direito a voz, voto e construção de processos coletivos na luta por Direitos de Crianças e Adolescentes brasileiros.”

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Nome: David
Idade: 17 anos
Estado: Rio de Janeiro

1- “Bom a importância discutir essa temática esta na parte da garantia de participação dos mesmos, pois sabemos que este eh um problema pelo qual enfrentamos pelo mundo inteiro e a partir do momento que discutimos essa política entre nos mesmos automaticamente estamos inserindo essa política em nossas vidas para possamos levar não só para as ruas mas como também para dentro de casa”

2- “Bom a nossa participação se da através da busca incessante da garantia de direitos de nossas crianças e adolescentes, tendo como tese e fato principal de que nos somos o comitê nacional e que a nossa participação só existe porque infelizmente existe crianças e adolescentes que tem seus direitos violados.”

Na Roda com o Desabafo Social em Lauro de Freitas

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Segurança, transporte, educação, cultura e lazer em Lauro de Freitas, Bahia. Essa foi a pauta do nosso bate-papo com os 12 adolescentes presentes. Para descontrair, iniciamos a tarde com uma dinâmica de interação. Em seguida exibimos o documentário Frutos do Brasil – Juventude em Debate, que retrata 8 histórias de grupos de jovens de diferentes regiões do país. Relacionamos a realidade dos jovens do documentário com a do município de Lauro de Freitas. Depois dessa parte dividimos os adolescentes em grupos, onde cada grupo com seus respectivos temas (segurança, transporte, educação, cultura e lazer) apontou os pontos positivos, os negativos e deram sugestões para melhorias do município. No próximo encontro, dia 26 de julho, iremos elaborar uma carta propositiva em conjunto para ser entregue aos gestores públicos de Lauro.