Conte-me mais como se formou, Rachel Sheherazade.

Estive conversando há pouco tempo com um amigo, sobre amizade. Concluímos que algumas atitudes podem afastar ou aproximar. Mas enfim.

Há quem se espante ainda (eu) com o pensamento reacionário de algumas (muitas) pessoas. O jogo político da abolição da escravatura, está levando a humanidade para … não sei, mas não estamos indo bem. É só olharmos as redes sociais que iremos ver discursos de ódio e comparações fora do comum. Fora do comum não! Comum a muitos que compactuam com aquilo. E meus amigos (?) também se manifestam dessa forma, infelizmente.

Por mais que o acesso à internet tenha aumentado, a televisão sempre estará no centro das atenções. Não há como negar. Até no ciberespaço a conversa é sobre TV.

Sobre as cotas raciais “Neste país todo cidadão é igual perante a lei […] Se fomos dividir o Brasil em cotas, em guetos, não seremos uma nação, mas…

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Roda de Conversa Online “Ciberespaço é outro mundo?” O que rolou?

No dia 04 de fevereiro aconteceu a Roda de Conversa Online promovida pelo Desabafo Social, o tema desta vez foi “Ciberespaço é outro mundo?”. O debate reuniu jovens das regiões Sudeste e Nordeste do Brasil.

O primeiro assunto foi em relação ao comportamento que os internautas têm nas redes sociais. Luanderson Ponciano, de Salvador, disse “Acredito que seja um espaço de interação mundial. Não podemos tudo, ou melhor, não devemos nos comportar de forma que não nos comportaríamos no real, não é uma terra sem lei, não é um mundo paralelo”.

Monique Evelle, de Salvador, levantou uma questão importante aos participantes da conversa quando perguntou sobre o engajamento e participação política na web. Em resposta, Lucas Antonio, de São Paulo, afirmou “com o tempo, ela foi se desgastando um pouco de acordo com o outro crescimento de movimento, o ‘movimento de curtir’. Antes os internautas não ficavam sós no curtir, debatiam e encontravam uma forma de engajamento, mas de certa forma isso se perdeu”.

Outro assunto polêmico que os jovens debateram foi a privacidade na internet, Monique explicou que na opção “Baixe uma cópia dos seus dados do Facebook” no próprio perfil do usuário, mostra um relatório com todas as opções de “curtir”, cutucadas, cheking e outras opções que o facebook dispõem ao internauta. Além de outros links que monitoram o navegante.

Outro assunto polêmico que entrou na roda foi o distanciamento das pessoas depois do advento da internet. Carlos Júnior, de São Paulo, explicou “A atual nomenclatura da sociedade nos faz postar as coisas. Virou algo meio irracional, patológico, pois as redes sociais viraram uma forma melhor de comunicação do que um telefonema”.

Antes de finalizar o tópico, Monique Evelle afirmou “As tecnologias nômades (celular, notebook, tablets) contribuem para o distanciamento entre as pessoas. É só olhar uma roda de amigos. Todos estarão segurando o celular.”. Elias de Souza, de Maceió, encerra o tema e a Roda de Conversa com a fala “Estar conectado à rede não significa ser social”.

#DSemMaceió

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As oficinas do Desabafo Social em Maceió-AL, que ocorreram no período entre  23 e 24/01, atenderam às expectativas dos organizadores e dos participantes, contando com dois espaços para a realização das mesmas.

No primeiro dia, 23/01 (quinta-feira), a oficina Adolescência, Juventude e Participação no Lar Evangélico Masculino Pastor Boyd O’Neal, situado no município de Rio Largo, região metropolitana de Alagoas, foi bastante satisfatória. Monique Evelle e Elias Lourenço hospedaram-se no Lar, promovendo, assim, uma nova atividade à noite. Jogos e criação de desenhos embalaram à noite das crianças.

No segundo dia, 24/01 (sexta-feira), os integrantes do Desabafo Social foram para Maceió, para realizar a oficina Direitos Humanos na Web e Participação Juvenil na Escola Estadual Geraldo Melo dos Santos. A troca de experiências foi notória do começo ao fim, contando com a contribuição da professora de Artes e do professor de História.

Ainda na sexta-feira, o Desabafo  visitou uma das comunidades periféricas  da capital alagoana, registrando tudo na memória e na lente da câmera. DSemMaceió terminou deixando um gostinho de quero mais, fazendo com que Monique e Elias já planejassem as próximas atividades.

Comunique-se!

Mais um dia de atividade do Desabafo Social. Dessa vez a oficina foi realizada com os adolescentes no Nordeste de Amaralina.

Primeiro selecionamos algumas matérias de alguns veículos de comunicação e tentamos encontrar o erro. O que as matérias tinham em comum? Termos inadequados se referindo as crianças e aos adolescentes como, por exemplo, o termo “menor” e divulgação da identidade do adolescente ( nome completo, foto  e idade).

Enquanto analisávamos as matérias, os participantes não conseguiram identificar o erro. Termos como os anteriormente citados , estão presentes todos os dias e  é exatamente assim que deve ser chamado, deve ser a cobertura jornalística etc.

A partir daí a discussão se deu em torno do Estatuto da Criança e do Adolescente e os meios de comunicação. Dúvidas foram esclarecidas e logo depois pensamos em ações que serão realizadas pelos participantes da oficina, para potencializar a cidadania a partir do uso das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Para iniciar às ações do grupo, dois deles serão moderadores da “Roda de Conversa On-line: Ciberespaço é outro mundo?” que será realizada no dia 04/02, às 11h (Horário de Brasília) no chat do Desabafo Social.

Em democratização.

CF/88

A humanidade desde a sua origem formou-se através da diversidade de línguas, valores, tradições sociais, religiosas, políticas. Toda cultura se torna dinâmica, durante o encontro ou confronto com outras, desencadeando o surgimento de novos fatores que resultam o surgimento de novas culturas.

Por conta disso, a dominação cultural transformou-se em uma forma de controle de um povo sobre outro povo. A cultura não pode ser vista como um elemento próprio de um povo, ao contrário do pensamento da sociedade de uma forma geral.

Portanto, fatalmente, por conta de sua própria formação e dinâmica, quando uma cultura entra em confronto com outra, pode gerar o etnocídio, uma sociedade acaba se apropriando dos elementos da outra, se transformando em permanente.

É um desafio para o ser humano aceitar esse processo e respeitar as diferenças. O respeito à diferença está assegurado na Constituição Federal Brasileira de 1988  e na legislação internacional. Mas só o reconhecimento do príncipio não basta, tudo que é visto na constituição deve ser praticado.

Estão inclusas na legislação, leis federais que asseguram o direito dos afro-descendentes, dos índios, das mulheres e da diversidade cultural.

Então, para que haja uma mudança permanente nas formas de relações entre os diferentes povos e seres humanos, é necessário construir uma nova maneira de abordar a diversidade étnica e a diversidade de gênero.

Há vários meios que podem levar essas mudanças para a sociedade de uma forma geral. Escolas e universidades (públicas e privadas), movimentos sociais e  organizações não governamentais são exemplos disso.

Irene Santos

O responsável pelo conteúdo é o autor.

O que rolou na Roda de Conversa On-line: Da senzala à periferia.

Para iniciar as atividades em 2014, o Desabafo Social realizou na manhã do dia 14/01 a Roda de Conversa On-line, Da senzala à periferia. Adolescentes e jovens brasileiros de Minas Gerais, Bahia, Roraima, Maranhão, São Paulo, Goiás e Paraná marcaram presença.

O primeiro ponto levantado pelos participantes foi Cota Racial nas Universidades Federal. Com argumentos do senso comum , a maioria que estava no bate-papo ainda considera errado cota racial. “Eu não acho certo que o negro tenha mais “vantagens” que as outras pessoas.” Carolina Sebastião, São Paulo.

Ultrapassando os limites do caput do artigo 5 da Constituição Federal , Monique Evelle, Bahia, diferenciou isonomia e igualdade. “Existe uma coisa chamada principio de isonomia , em outras palavras é `tratar os iguais igualmente e os desiguais desigualmente, na medida de suas desigualdades. O artigo 5º da CF/88 trata da igualdade formal, igualdade material e nem todos são iguais no plano material.Isso entra nas questões de políticas públicas , criação de ações afirmativas para “corrigir” legalmente esses equívocos de desigualdades no plano material e garantir a dignidade da pessoa humana através da isonomia.” Complementando a fala , Enilson Ribeiro, Maranhão, fez dois recortes sobre as cotas. O primeiro que está relacionado com renda e o segundo recorte é étnico identitário.

Cotas pra lá cotas pra cá, o segundo ponto em debate foi Rolezinho no Shopping. “Em 2008, em Brasília aconteceu isso com um grupo de adolescentes que estavam participando dos preparativos do Congresso Mundial de Enfrentamento a Exploração Sexual. Ao entrar no Shopping fomos escoltados por uns 10 seguranças! Ouvíamos no sistema de som ambiente as nossas coordenadas! Foi vexatório!” , disse Enilson Ribeiro. Além do rolezinho em 2008, Érica Ribeiro, Paraná, relembrou que aconteceu o mesmo em Curitiba no ano de 2005. “Infelizmente caiu no esquecimento.”, disse ela.

Após duas horas de debate e diversas ramificações do racismos sendo levantas, a Roda de Conversa On-line foi finalizada. “Sabe o que é mais “engraçado”? A pessoa é contra cotas raciais, a favor da redução da maioridade penal, quer viver de ciências sem fronteiras, contra os rolezinhos nos shoppings etc e chora por Mandela!” , disse Monique.

O próximo bate-papo será no dia 04/02 com o tema “Ciberespaço é outro mundo?”. Fiquem ligados na agenda e participem das ações do Desabafo Social!

Como eu me sinto..

A equipe do Desabafo Social parou para ler a excelente matéria “A cor da relação. Mulheres negras e as dificuldades com romances sérios” veiculada no site Kultafro. A matéria mostra que o racismo perpassa por diversos campos, inclusive quando se trata de relacionamentos amorosos. É triste ter que concordar que isso é uma realidade.

Então, resolvemos bater um papo com algumas pessoas que passaram e passam por situações de racismo em seus relacionamentos ou nas suas tentativas de relacionamento e que se sentem incomodadas.  Olha só os depoimentos delas!

OBS: Os nomes são fictícios para proteger as identidades.

 

“O racismo está presente no nosso cotidiano, e muitas vezes é manifestado por meio de “brincadeiras” . Lá onde estudo, por exemplo, desde quando eu entrei as brincadeiras são voltadas pra mim e para as pessoas negras. Todos os personagens negros tornam-se apelidos pra você. E de certo modo, eu tive que aprender a não ligar, pois caso contrário eu não iria conseguir continuar lá. Sobre namoro… meu namorado é branco e não houve resistência da família dele nem dos amigos. Só as vezes quando estou com ele andando na rua que as pessoas olham com aquele jeito de reprovação. Geralmente eu não ligo, porque olhares como estes vem de pessoas que não conhecemos e que querem interferir em algo que não lhes cabe. No inicio do nosso relacionamento eu ainda ficava um pouco triste, desconfiada, mas agora não mais.”

Beatriz, 18 anos.

Já fui por diversas vezes vítima de brincadeiras racistas. E o mais ‘engraçado’ de tudo é que essas brincadeiras vieram de amizades próximas. Antes de namorar um africano, me apaixonei loucamente por um cara branco. Na época em que isso aconteceu, nós tínhamos entre 16-17 anos. Estudávamos na mesma escola e também tínhamos praticamente o mesmo círculo de amizade. Cheguei a expressar o que sentia por ele várias vezes, até senti que o sentimento que eu tinha por ele era de fato correspondido, mas ele nunca deixou isso claro. Minha autoestima despencou. Me sentia a menina mais feia da escola. Sempre sofri por ser gordinha, mas esse fato fez com que a minha visão fosse ampliada, comecei a ver que a cor da minha pele era o grande fator dessa rejeição. Quando comecei a namorar com um africano, não foi devidamente pelo fato de não querer me envolver com um cara branco. Me sinto muito atraída por homens negros e me senti mais segura com ele.. Se eu saio com minhas amigas e sou a única negra da galera, os rapazes só olham para elas. É terrível. É como se eu fosse invisível. Sempre fiz questão de me vestir bem e sei que me visto bem, mas ainda assim não sinto que eu me destaque diante delas.  Nós mulheres negras merecemos o respeito e o reconhecimento que nunca nos foi dado, mas que é nosso por direito.”

Luciana, 21 anos.

 “Piadinha racista é o que mais escuto. E depois de uma brincadeira sem graça, vem um pedido de desculpa com um sorriso estampado no rosto. Geralmente são “amigos” que cometem essas garfes ou falam o que realmente pensam em tom de brincadeira. Nos lugares que frequento, na maioria das vezes sou a única negra. E só chamo atenção por ser a única negra no tal lugar. Não ligava em sair com minhas amigas não negras. Mas com o tempo você se sente desconfortável e faz mal para sua autoestima. É horrível ter que admitir que não sou a única que é vista como objeto sexual. Mulheres negras são vistas sim como objetos sexuais. É hipocrisia dizer que isso é mentira. Por mais inteligente que você seja, por mais independente que você seja, infelizmente os rapazes, tanto os brancos quanto os negros, têm receio de se envolver com você. E não adianta eu desabafar com minhas amigas brancas, elas nunca entenderão e vão achar que é coisa de minha cabeça. Me chamam de linda, estilosa, poderosa, mas não irão entender de jeito algum que a situação é muito mais complexa do que elas imaginam. Você pode ocupar espaço de poder, ser independente , ter uma boa situação financeira etc , mas o racismo continua. “

Maria, 19 anos.

“Das situações que já passei, percebi que muitos homens acham que as mulheres negras são mulheres fáceis e que não são pra relacionamentos sérios. Muitos também veem beleza somente em mulheres brancas .  Esse tipo de coisa dá até pra perceber nos tipos de cantadas e na forma de conversar. Além disso percebi também que por ser negra e mulher muitas vezes as pessoas tratam como pessoa incapaz ou limitada e coisa do tipo. Fora as represarias de vários lados principalmente do lado estético que está sempre tentando tornar a mulher negra em algo parecido com mulher branca de cabelos lisos e etc.”

Jaqueline, 19 anos.

“Quando ganhei um bolsa no curso de fotografia fiquei super alegre. Mas quando cheguei lá senti meio que uma diferença do professor para comigo, pelo fato de eu não ter pago e também pela minha cor. Eu e uma amiga era as únicas negras e o restante dos alunos era o filho da dona do ateliê, uma psicóloga etc. Eles tratavam  a gente como coitadinhas por morar no subúrbio e ser negras. O professor nunca nos dava atenção. Fiquei muito interessada por uma dos alunos, mas ele olhava pra mim como um olhar de repressão. Era horrível! Me senti muito incomodada naquele lugar por conta disso. Sei que não deveria sentir isso, mas me sentir envergonhada e inferior pela minha cor.”

Michele , 18 anos.

“Considerar essas situações incoerentes ou fora do comum é um pouco hipócrita da minha parte. Com certeza o preconceito existe, em ambas as partes . Tenho amigas brancas saio com elas , mais nunca tive nenhum problema com relação a minha cor  ou constrangimentos vinculados a isso . Até porque , amo minha cor , penso até que seja o meu diferencial na hora da paquera … Como diz um amigo meu * Nossa cor e a mais cara do mercado “.

Joana, 20 anos.

Recife Frio

O curta-metragem Recife Frio (24 min), produzido pelo diretor e roteirista Kleber Mendonça Filho, assim como Eletrodoméstica (2005) e Noite de sexta, manhã de sábado (2006) foi super premiado. Melhor curta curta no Grande Prêmio do Cinema Brasileiro, melhor filme pelo público e melhor roteiro no Festival de Brasília.

A princípio, aparenta ser um documentário sobre mudanças climáticas. Entretanto, o diretor utiliza essa temática para fazer uma críticas às relações socioculturais que sempre giram em torno do capital.

Brilhantemente, o documentário, corelaciona patrão e empregado com a Casa Grande e Senzala, isto é, destaca que quem detém o poder econômico se sobrepõe aos que não o possuem. Além disso, com um tom sarcástico, mostra a conveniência burguesa de objetivar o lucro através do caos socioambiental.

Por ser um filme bastante crítico, é extremamente importante que todos assistam para refletir a sua atuação na sociedade contemporânea.

Um dia que deve ser lembrado

Para muitos, o dia 10 de dezembro é uma data normal, já que não tem feriado, porém nela se celebra o Dia Internacional da Declaração dos Direitos Humanos. O dia remete a publicação da Carta Internacional dos Direitos Humanos da ONU em 1948. Agora vem a pergunta: Por que essa data é importante?

Simplesmente porque ainda não entendemos o que significa isso, mesmo depois de 65 anos. Frases como: “Direitos humanos para humanos direitos” ou “Direitos dos Manus” nos mostram que as pessoas não entenderam como funciona ou ainda não estão preparadas para aceitar a diferença das outras.

O senso comum diz que os Direitos Humanos só servem para bandido, alguns vão mais longe, diz que quem defende os Direitos Humanos também é bandido. Bom, só posso dizer que está data serve aos que pensam assim, pois mesmo falando uma barbaridade de ignorância como esta, os Direitos Humanos te protege de qualquer julgamento assegurando o direito de se expressar. Portanto, estudem o tema.

Lucas Antonio

O responsável pelo conteúdo é o autor.

São Paulo, uma terra privilegiada

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O paulistano é um cidadão privilegiado e não sabe disso. Na terra da garoa você encontra locais de bastante cultura e entretenimento, todo cidadão tem à disposição espaços como o Teatro Municipal, o Masp, Museu da Língua Portuguesa, shoppings em cada esquina e entre outros.

E o conforto não para por aí, SP oferece a maior e mais moderna linhas de metrô do Brasil que universaliza o acesso das pessoas mais carentes no centro da capital. Além da nossa grande frota de ônibus que tem até televisão.

À defesa dos nossos cidadãos direitos também é algo que o estado se preocupa. A nossa Polícia Militar, que estabelece a ordem em toda a cidade, é a maior polícia do Brasil e a terceira maior da América Latina. Os números comprovam seu trabalho árduo, a cada dois dias, três marginais morrem em suas mãos.

Aqui em SP, só não tem dinheiro quem quer, pois estamos falando da capital brasileira mais moderna e rica em oportunidades de trabalho. Em cada esquina sempre há alguma vaga sobrando, por isso que tantas pessoas vêm pra cá, porque aqui é borbulha dinheiro. É uma pena que vagabundos coloquem a culpa de sua miséria na cidade.

E como se não bastassem todos estes atrativos, a maios cidade do Brasil dispõem de um circo aberto. Com sorte, você em seu seguro veículo pode para em um farol e dar de cara com uma criança fazendo malabarismo com cones, bolas e bastões, além de pequenos mágicos com diferentes truques. Se você estiver andando pela cidade, poderá encontrar um bêbado interpretando os palhaços circenses, fazendo diversas trapalhadas para a população dar risada. E por fim, nas calçadas o espectador encontrará pessoas deformadas imitando as aberrações que o circo trás. Tudo isso de graça!!

Atenção! Texto contém ironia.

Lucas Antonio

O responsável pelo texto é o autor.

Aprender para florescer

Elogio do Aprendizado

 

Bertolt Brecht

 

“Aprenda o mais simples!

Para aqueles cuja hora chegou

Nunca é tarde demais!

Aprenda o ABC; não basta, mas aprenda!

Não desanime! Comece! É preciso saber tudo!

Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!

Aprenda, homem na prisão!

Aprenda, mulher na cozinha!

Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!

Frequente a escola, você que não tem casa!

Adquira conhecimento, você que sente frio!

Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.

Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!

Não se deixe convencer!

Veja com seus próprios olhos!

O que não sabe por conta própria, não sabe.

Verifique a conta É você que vai pagar.

Ponha o dedo sobre cada item

Pergunte: o que é isso?

Você tem que assumir o comando.”

 

Aprender para florescer

 

O renomado autor alemão Bertolt Brecht já dizia em seu poema “Dificuldade de governar”: “somente porque todos são tão estúpidos, precisa-se de alguns tão espertos.”

Nesse trecho, percebemos como os dominadores dos sete pilares de nossa sociedade agem: fazem-nos crer numa falsa relação de mutualismo.

O fato é que não necessitamos de dominadores. Necessitamos de líderes, estes escassos atualmente. Líderes são lembrados em toda a história porque transmitiram algum conhecimento ao povo. Dominadores são reconhecidos por encucar em nós a ideia de que “são eles quem colocam ordem em nossa desordem.”

Dentre as diversas táticas de manipulação e dominação desses dominadores está a inibição do pensamento crítico do ser. Inibem a renovação contínua de mentes com seus cartazes, suas músicas, suas decisões…

Hoje, o conceito de alienação está bem difundido. E sua principal atuação consiste no trabalho, como nos apresentou Marx. O autor citado no início do texto nos convida a ler, a questionar, a debater numa eterna dialética, em seu poema “Perguntas de um trabalhador que lê.”

Portanto, como nos relata o profeta Oséias nas Sagradas Escrituras cristãs, é preciso esforçarmo-nos para conhecer, aprender. É lendo que se aprende. Ler pessoas, ler o mundo, ler números e palavras, a composição do Universo.

É aprendendo que se floresce. Todas as “Primaveras Mundiais”, a exemplo da Revolução Francesa, ou também a Revolução Praieira, aqui no Brasil; todas elas provinham de algum conhecimento, aprendizado, convergido em causa, em luta, em conquista, em transformação.

Então, que floresça eu, floresças tu, floresça ele e ela, floresçamos nós, floresceis vós, que dormis em suas sementes. Aprendei!

 

Ana Laura Maziero

O responsável pelo conteúdo é o autor.

É possível protagonismo juvenil sem reforma política?

Há quem tenha aversão com o termo protagonismo juvenil. Talvez por considerar individualista demais. Porém, a ideia proposta por Antonio Carlos Gomes da Costa, pedagogo e redator do Estatuto da Criança e do Adolescente, acerca do protagonismo, não se esgota na individualidade. A partir do momento que o jovem atua de forma ativa, colaborativa e construtiva nas decisões que irão impactar na sua vida e na sociedade, está exercendo o seu papel de protagonista.

Censurados, invisíveis e espalhados pelos quatro cantos, os protagonistas juvenis vem desenvolvendo ações de grande impacto, mostrando engajamento e compromisso naquilo que acreditam. Seja no recorte social e político, seja no recorte econômico e cultural.

Discutir sobre esse assunto sem falar em reforma política, não dá né?

Durante as manifestações de junho deste ano, o tema reforma política foi recolocado em debate nacional, fazendo com que a presidente Dilma elencasse propostas como responsabilidade fiscal e plebiscito para formação de uma constituinte sobre reforma política. Entretanto , vale destacar, que o debate e as propostas se esgotaram exclusivamente no viés eleitoral.

Quando discutimos sobre esse tema um leque de perspectivas e mudanças devem ser levados em conta. Um exemplo é a Política Militar Brasileira. É evidente que a PM age com violência. As ações truculentas têm lugar e público reservado: periferias e negros. Não foi atoa que em 2012 o Conselho de Direitos Humanos da ONU pediu que o Brasil combatesse a atividade dos “esquadrões da morte”. Assim como os casos “Amarildos”, trazem grande repercussão fazendo surgir revolucionários das redes sociais, é necessário uma enorme mobilização para que seja aprovado o projeto de lei 4471/2012. Para quem não sabe, esse PL prevê a investigação de homicídios cometidos por policiais durante o trabalho. Começar a discutir reforma política destacando esse ponto, já é um bom começo.

Já ouviu falar do Programa Estação Juventude ? Pois bem, o Programa Estação Juventude pretende ampliar o acesso de jovens de 15 a 29 anos, que vivem em áreas de maior vulnerabilidade social, às políticas, programas e ações integradas no território que assegurem seus direitos de cidadania e ampliem a sua inclusão e participação social. Um programa como esse , pode trazer grandes impactos positivos. Salvador, terceira cidade mais violenta do país segundo o Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americano (Cebela) , não conseguiu a pontuação mínima necessária para ser classificada nesse programa. Sem conselho, sem secretaria e sem política de juventude fica difícil. Em contrapartida, a capital da Bahia conseguiu aprovar projetos de R$ 50 milhões para requalificar a orla da Barra. Enfim né.

Protagonismo juvenil é a participação do adolescente em atividade que extrapolam os âmbitos de seus interesses individuais e familiares e que podem ter como espaço a escola, os diversos âmbitos da vida comunitária; igrejas, clubes, associações e até mesmo a sociedade em sentido mais amplo, através de campanhas, movimentos e outras formas de mobilização que transcendem os limites de seu entorno sócio- comunitário ” (Costa, 1996:90)

Falando em transcender os limites, pensando nos lindos discursos dos parlamentares sobre a importância da participação do jovem nos espaços de poder e considerando a perpetuação do político no cargo, seria a protagonismo juvenil uma utopia? É uma questão relevante a se pensar.

Como já citei em outro texto – Reflexividade Colaborativa que está no blog do Desabafo Social – o número de adolescentes e jovens que são assassinados no Brasil, é muito maior do que o número de jovens que cometem assassinato.

Presenciamos o extermínio antecedendo o protagonismo juvenil e a polícia chegando antes das políticas públicas. Curtir apenas , já não tem efeito. Ou melhor, nunca teve. Se realmente queremos reforma política, e não apenas eleitoral, vamos levar essa discussão para o campo popular.

Na Roda com o Desabafo Social em Fortaleza

FLYER CEARÁ PRONTO

Comunicação, cidadania, experiências exitosas, formas de participação e muito mais! Tudo isso irá acontecer no dia 07 de novembro, na atividade “Na Roda junto ao Desabafo Social”, em Fortaleza – Ceará, cujo tema é “Participação Online e Offline”.

Apostando na globalização como possibilidade, o Desabafo Social irá dialogar acerca da participação do jovem nas redes sociais e fora delas. Isto é, discutir a importância das redes como instrumentos de mobilização, articulação e engajamento político. Além disso, mostrará como são as suas atuações em prol da defesa dos direitos humanos fora do ciberespaço.

Essa atividade é o primeiro passo para fortalecer o Desabafo Social em Fortaleza, sugerindo ações da juventude na construção e aperfeiçoamento das políticas públicas, voltadas ao público infanto-juvenil.

O empreendedor social que conquistou para o Ceará em 2011 o prêmio Internacional “Soluções Positivas”, em parceria com a Mac Ainds Funds, MTV America Latina e Ashoka, estará presente. Sem contar que o diretor de prevenção e atendimento da SaferNet Brasil, ONG que atua na área de direitos humanos na internet, e o jovem articulador do Monitoramento Jovem de Políticas Públicas (MJPOP), não poderiam ficar de fora dessa roda!

Compareça, participe e construa junto ao Desabafo Social.
Faça já sua inscrição. TODOS GANHARÃO CERTIFICADO!

INSCRIÇÃO: http://zip.net/bxk9gt

Data: 07 de novembro de 2013
Horário: 08h às 14h
Local: CUCA CHE Guevara – Barra do Ceará, Av. Pres. Castelo Branco, 6417, Fortaleza -CE
Informações: www.facebook.com/rededesabafosocial
desabafosocial.ce@gmail.com

Eu sou a favor das manifestações, mas…

Pois é, acho que você já deve ter ouvido este começo de frase. Esta semana acompanhamos as manifestações no eixo Rio-São Paulo pedindo melhoras na educação, uma causa verdadeiramente nobre, e que todos os brasileiros acreditam que precisa ser melhorada. O grande problema (para a grande parte da população) é o que ocorre durante as manifestações, os conhecidos “mascarados” que espalham o pânico e terror nos “cidadãos de bem”.

Eu vejo todo esse medo da população com humor, é engraçado como a mudança de valores transforma uma pessoa que esta protestando em bandido que precisar “levar bala”.

“Ah, mas ela destrói patrimônio público”, “eles quebram tudo”. É muito fácil para um acomodado dizer isso, já que ele aceita que crianças cresçam sem saber ler, sem saber escrever, sem ter oportunidade a uma carreira, sem ter acesso a um ensino de qualidade, em uma escola de lata, ou que professores se matem para dar aulas para ganhar um salário medíocre, ou que tenham uma péssima formação e deem aula para mais de 50 alunos numa sala… E por aí vai.

Na verdade, eu não culpo essas pessoas por pensarem assim, essas confusões sobre o verdadeiro sentido das manifestações acontecem por causa da falta de conhecimento da nossa população, não temos grandes embates históricos na nossa cultura, e que também o protesto não está no sangue do brasileiro, acomodado e passivo com a nossa triste realidade.

Abaixo eu listei alguns argumentos usados por essas pessoas para tentar explicar o que é uma manifestação:

Eu sou a favor das manifestações, mas sem quebra-quebra: As manifestações, por si só, já são uma revolta, e quando alguém, ou um aglomerado de alguns estão revoltados (ainda mais com tantos motivos já citados), sairá quebra-quebra. Nós queremos chamar atenção, queremos mudar, e para isso seremos contundentes e fortes. As coisas não irão pra frente se só ficarmos pedindo ”por favor,”.

Eu sou a favor das manifestações, mas elas têm que ser pacíficas: Típico erro de pessoas que descobriu agora o que é um protesto. Na verdade, o que essas pessoas são favoráveis são as passeatas, que são lindas, tranqüilas, todo mundo cantando a mesma música como num coral, e que não resolve nada.

Eu sou a favor das manifestações, mas ela não pode incomodar os outros: Nesta o nosso cidadão não quer ser incomodado por pessoas, bom, se milhares de pessoas estão reivindicando algo, ou cobrando melhorias para o país, este cidadão deveria ficar agradecido, já que ele será beneficiado com a mudança sem precisar tirar a bunda do lugar.

Eu sou a favor das manifestações, mas sem vandalismo: Veja primeiro item.

Lucas Antonio

O responsável pelo conteúdo é o autor.

DIA C

Dia 17 de Outubro é o Dia “C” – Dia Nacional da Juventude Comunicativa. Esta é uma iniciativa da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Comunicadores – RENAJOC, parceira do Desabafo Social.

Faremos nossa atividade em Salvador, no dia 19 de outubro.
Não fique de fora e participe!

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Maioridade Penal e Encarceramento Juvenil

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A OAB-BA, através da Comissão de Direitos Humanos, realizará uma audiência pública, no próximo dia 11 de outubro, das 08:30 às 12 horas, no auditório da sua sede situada na Praça da Piedade (ao lado do Center Lapa). Na ocasião serão debatidas “As propostas de redução da maioridade penal e do aumento do encarceramento juvenil”.

A intenção é oportunizar à sociedade um espaço democrático para discutir este tema que tem ocupado a pauta midiática há alguns anos com foco na redução da maioridade penal e, mais recentemente, através de propostas que objetivam aumentar o tempo de privação de liberdade de adolescentes aos quais se atribua a autoria de ato infracional, comumente conhecidos como adolescentes infratores.

Estaremos lá!

Orçamento? E eu com isso?

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“As políticas públicas não funcionam!” “O prefeito disse que a prioridade agora não é a quadra de futebol lá do bairro. Ele falou que não está no orçamento não.” Quem nunca ouviu algo semelhante?

 E agora José? Por que tudo isso acontece? Já pararam pra pensar como as decisões tomadas pelos governantes afetam nossas vidas? E esse tal orçamento, o que é?

Para encurtar distâncias e fortalecer o debate entorno da importância de conhecer o orçamento público, o Desabafo Social irá realizar mais uma Roda de Conversa On-line. Pode marcar em sua agenda. Dia 09 de outubro vamos bater um papo de jovem pra jovem sobre “Orçamento? E eu com isso?” e você não pode ficar de fora! Chame sua galera e não atrase. Começaremos às 15h em ponto.

O que?  Roda de Conversa On-line. Tema: Orçamento? E eu com isso?

Quando? Dia 09 de outubro às 15h

Onde? Chat do Desabafo Social. Link:  http://migre.me/gf3hs

Participação Juvenil e Direitos Humanos na Internet.

A internet não é apenas uma extensão da vida real e sim um complemento dela! Como todas as coisas boas e ruins que acontecem na sociedade, no ambiente digital temos isso reproduzido, inclusive a violação de direitos humanos, vocês sabiam disso?

Sabiam também que os direitos que temos no mundo não digital também são válidos para quando estamos online? Mas como fazer que esses direitos sejam respeitados na Internet, que todo mundo diz que é terra de ninguém? Como a Internet também é um espaço coletivo que tal pensar como a ação da juventude pode ser importante para a defesa dos direitos humanos na Internet?

E imagine aí que isso tudo não são só perguntas para entrançar a mente, esse papo vai rolar sim!

Participação, direitos, Internet e juventude são as palavras chaves para o hangout que irá acontecer na próxima quarta-feira. O bate-papo contará com a presença de jovens que militam na área dos direitos humanos e que irão trocar experiências com vocês.

Temos um encontro marcado! Anotem na agenda. Dia 25 de setembro às 14h, Hangout sobre Participação Juvenil e Proteção dos Direitos Humanos na Internet. Vamos participar, convidar amigos e familiares para conversar sobre isso também!

Quer fazer parte desse debate?

É muito simples. Todas as discussões serão transmitidas pelo link http://goo.gl/o7RSoH. Os internautas poderão ainda fazer perguntas e interagir com o evento. Além disso, haverá transmissão simultânea no canal do Youtube http://www.youtube.com/Safernet

O que? Hangout sobre Participação Juvenil e Direitos Humanos na Internet

Quando? 25 de setembro, às 14h

Onde? http://goo.gl/o7RSoH

Comunicação para a Erradicação do Trabalho Infantil

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Comunicadores da ong Cipó e Elias de Souza, articulador do Desabafo Social em Alagoas.

Aconteceu no 18/09 em Maceió-AL ,mais uma das oficinas realizadas pela CIPÓ, cujo tema foi “Comunicação e Trabalho Infantil”,que está sendo realizada no Norte e Nordeste entre os dias 12 e 26 de setembro.

A oficina em Maceió contou com a presença de diversos profissionais que fazem parte do Sistema de Garantia de Direitos (SDG), na instância regional. No primeiro momento foi debatido a situação dos municípios alagoanos no contexto do trabalho infantil e, em seguida, foi abordado um diagnóstico com os índices de trabalho infantil nos estados do Nordeste. O debate ao longo do evento foi contínuo e bastante edificante, se intensificando próximo do fim, onde foi feita uma dinâmica muito  interessante.

Segundo Maria Auxiliadora, uma das participantes da oficina, a solução para acabar com o trabalho infantil, é a elaboração de projetos assistenciais eficazes, que visem o acompanhamento familiar de maneira continuada.

No dia 26 de setembro, o Desabafo estará presente  na oficina que será realizada Salvador-BA.

Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo

O Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia, através de e-clipping, vem acompanhando notícias acerca dos direitos humanos de crianças, adolescentes e jovens, especificamente relacionados aos temas como Situação de rua de crianças e adolescentes em Salvador, Genocídio da Juventude Negra, Participação Juvenil, Exploração Sexual Infanto-juvenil, Esporte Seguro e Inclusivo, entre outros.

 O Brasil sediará em 2014 e em 2016 dois dos eventos mais importantes do mundo, a Copa do Mundo de Futebol e os Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, o que foi motivo de revolta e insatisfação nas manifestações de junho, sendo a exigência por uma melhor qualidade de educação outra bandeira levantada nas manifestações.  Porém, quando clamam por educação, muitos se esquecem de que ela também se aprende através do esporte.

Hoje as crianças são incentivadas cada vez mais cedo a desenvolver somente o cérebro através de atividades extensas e exaustivas, a virarem pequenos robôs e máquinas. O lado criativo e físico é deixado de lado, como se o cérebro não fizesse mais parte do corpo. É por isso que quando se pede por um melhor ensino, é necessário repensar na interação do esporte na educação, ambos como parte de um todo, de maneira segura e inclusiva, até porque, como é possível manter uma mente sã em um corpo sem saúde?

Pensando no desenvolvimento cognitivo, sócio-afetivo e motor através do esporte que a Escola Superior de Educação Física da Universidade de Pernambuco (UPE) assinou, no dia 09/09/13, juntamente com a Secretaria da Criança e da Juventude de Pernambuco e a Petrobrás, o termo de compromisso para a execução do Projeto Educacional Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo.

 ABMP

http://www.upe.br/portal/noticias/escola-superior-de-educacao-fisica-assina-termo-para-projeto-de-direito-ao-esporte-seguro-e-inclusivo/

 

CURIOSIDADE:

Os filósofos gregos seguiam uma doutrina, a Paidéia, a qual o entendimento de uma mente sã em um corpo são era passado de geração a geração, pois eles acreditavam que para se formar homens e cidadãos do bem era fundamental que se trabalhasse o corpo e a mente em conjunto e que só assim poderia ser alcançada a perfeição. Seguindo a ideologia grega, Pierre de Coubertin, historiador e pedagogo francês, em 1896 organizou o primeiro jogo olímpico de verão, ele além de realizar os primeiros jogos olímpicos da era moderna também foi responsável por promover os esportes nas escolas.

Assim como os gregos, Coubertin sabia da importância do esporte na infância e dos benefícios que ele pode proporcionar: socialização, prevenção de doenças, concentração, inclusão social,disciplina e principalmente formação cidadã. Porém, por mais privilégios que ela possa assegurar, e apesar de existir hoje a Lei 10.328 que consolida a matéria educação física como obrigatória, ela ainda é relegada nas escolas (principal ambiente socializador infantojuvenil), que muitas vezes não tem quadras ou espaços em bom estado, levando muitas crianças a optarem por um esporte particular e excluindo as que não tem condições financeiras, ou seja, tirando dessas uma construção cidadã digna.

É em razão disso que organizações, a exemplo da REJUPE, buscam a completa integração dos jovens por meio do direito ao esporte seguro e inclusivo, promovendo a colaboração com organizações e instituições sociais, como escolas, clubes esportivos, ONGs, assim como com governos, Comitês da Copa e outras entidades. Além de acreditar que tanto a Copa de Futebol quanto as Olimpíadas e Paraolimpíadas possam trazer um momento de inclusão social, orgulho nacional e incentivo para que a população possa utilizar a infraestrutura esportiva após os megaeventos e defendendo que o esporte inclusivo só se faz através da conscientização social e de uma educação integrada.

Salvador, 17 de setembro de 2013

 

Camila Cidreira

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Carlos Abrahão Cavalcanti

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Filipe José de Valois

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Monique Evelle Nascimento Costa

Secretária Geral do Conselho Consultivo Nacional de Adolescentes e Jovens- ABMP

Raísa Rebouças Paiva

Membro do Conselho Consultivo de Adolescentes e Jovens da Bahia – ABMP

Oficina temática – Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes

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Realizamos hoje (03/09), em Macieó-AL, a oficina sobre Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes que, apesar de ter sido realizada com poucos jovens (15), teve um resultado bastante positivo. Foi notório a participação e interação dos mesmos nas dinâmicas praticadas sobre o referido tema. De início fizemos uma apresentação do Desabafo Social. Em seguida introduzimos o assunto, abordando de modo que houvesse um bom entendimento.

O que os jovens da oficina pensam sobre Violência e Exploração Sexual:

1) Pra você o que é violência sexual ?

        “É quando o direito da criança e do adolescente é violado. Segundo o ECA , é direito de crianças e adolescentes a integridade física e psicológica. A violência sexual é um ato surreal e cruel cometido por pessoas com algum tipo de deficiência mental.”

2) Quem devemos procurar quando soubermos de algum caso de violência sexual?

     “ Precisamos ir ao Conselho Tutelar, no CRAS,CREAS  e delegacias em geral.”

3) Frase de conscientização sobre a prevenção de exploração sexual.

       “Temos que ficar sempre atentos para qualquer sinal de violência sexual infantil, essa luta é minha,é sua,é nossa ! “

4) Propostas para combater a violência sexual contra crianças e adolescentes.

      “Além de punições mais rígidas para os abusadores, precisamos pensar num tratamento psicológico para os mesmos, senão quando ele estiver em liberdade continuará a praticar o abuso.”

      “ Conscientização contínua dos órgãos competentes nos meios de comunicação.”

      “Abordagem desse tema nas escolas por meio de assistentes sociais.”

Depois de um longo bate-papo sobre o tema, fizemos um quebra-cabeça com os tipos de violência sexual infantil para que houvesse uma maior compreensão sobre o tema.

Exploração Sexual contra Crianças e Adolescentes

OFICINA

COMEÇAMOS COM AS OFICINAS TEMÁTICAS!

Junto com os megaeventos e grandes obras vem o desenvolvimento econômico e as violações de direitos. A exploração sexual de crianças e adolescentes é uma das piores e mais perversas formas de violação aos Direitos Humanos. Com a aproximação dos megaeventos os números de casos de abuso aumentam significativamente.

Vamos começar nosso ciclo de oficinas temáticas abordando, inicialmente, o tema Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Você não pode ficar de fora!

Entrevista com jovens que participaram do Encontro Regional Sudeste de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Igo MG

Nome: Igo Bollei
Idade: 18 anos
Estado: Minas Gerais

Fizemos as mesmas perguntas para todos os entrevistados:

1Qual a importância de discutir o tema abuso sexual com as crianças e adolescentes?

2-Como é a participação juvenil no Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes?

1 – “Eu acho que a partir do momento que a gente está procurando conversar com eles, vamos ter uma noção da verdadeira realidade e os meios que podem estar acontecendo à exploração sexual e nos passar através do dialogo o que eles sentem ao falar sobre o tema, assim colaborando para a construção de um plano de ação com eles que realmente estão mais vulneráveis ao abuso sexual.”

2- “Onde os jovens teria a principal função da pergunta anterior que seria aproximar a temática para o espaço com a perspectiva que talvez um adulto não conseguisse trazer com sua realidade.”

Moises MG

Nome: Moisés
Idade: 24 anos
Estado: Minas Gerais

1- “Acredito que seja importante discutir essa questão junto á crianças e adolescentes pois eles são o público que sofre essa violência. Em um primeiro plano podemos falar em autoproteção. Já que a informação e necessária para se proteger de situações de violência. O abusador muitas vezes age de forma mascarada, tentando seduzir a criança por meio de carinho, atenção, presentes e etc. É importante que a criança e o adolescente estejam preparados para identificarem essa situação e se protegerem. O explorador sexual também usará técnicas mascaradas para chegar até suas vítimas. Muitas vezes prometendo uma vida de sucesso e riqueza em outras regiões para convencer a criança/adolescente e até mesmo suas famílias a entrar nesse mercado. Também é importante falar dessa situação pois muitas vezes crianças e adolescentes se abrem entre si sobre os problemas que enfrentam na vida e podem relatar situações de violência sexual a um par de sua idade. É necessário que quem esteja ouvindo esse relato saiba a quem procurar, o que dizer e o que não dizer nesse momento. Por fim, é importante falar dessa temática pois crianças e adolescentes devem ser sujeitos politizados e participantes na vida política da sociedade e devem construir ações pela sua autoproteção participando protagonicamente da vida política sua sociedade.”

2- “A participação juvenil no Comitê Nacional se dá através dos fóruns, comitês e redes estaduais de enfrentamento á violência sexual contra crianças e adolescentes nos 26 estados e distrito federal. Os estados que não tem rede específica de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes se fazem representar através dos fóruns dos direitos da criança e adolescentes ou de instituições que desenvolvem esse trabalho. O Comitê Nacional criou o termo Ponto Focal para designar o adulto/instituição que o representa em cada estado e distrito federal e o termo Ponto Focal Juvenil para designar o adolescente/jovem que desempenha essa ação. O ponto focal juvenil é o representante do Comitê Nacional em seu estado e também o representante de seu estado no comitê nacional. Ele traz ao comitê as demandas de seu estado e leva a seu estado as informações do comitê nacional. São adolescentes e jovens que participam de instituições que compõem esses fóruns e que são eleitos democraticamente por seus pares para uma gestão tri-anual. Eles participam das ações de enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes em seu estado e mobilizam outros adolescentes e jovens para também participarem. Os pontos focais juvenis d e cada região elegem entre um ponto focal juvenil para ser coordenador regionais e os cinco coordenadores regionais elegem um coordenador regional para ser o representante nacional da juventude na coordenação executiva do Comitê (função que ocupo hoje).Algumas instituições que hoje são Ponto Focais Juvenis são: Circo de Todo Mundo – Minas Gerais. JCA – Juventude Carioca em Ação – Rio de Janeiro CEDECA – Interlagos – São Paulo Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua – Espírito Santo CEDEA Bahia – Bahia CONCEX – Mato Grosso do Sul Makunaíma – Roraima CEDECA Pé na Tába – Amazonas Ciranda – Paraná Pastoral do Menor – Paraíba dentre outras.”

Anderson ES

Nome: Anderson
Idade: 37 anos
Estado: Espírito Santo

1- “A importância é levar conhecimento para essas pessoas, como as formas que esta violência pode estar ocorrendo e elas participando dessas discussões a gente consegue fazer algo que está dentro da política que é o protagonismo por que vamos incentivar o conhecimento e ao mesmo tempo fazer com que elas fiquem interessadas no tema e nos espaços de discussões.”

2- “Vou falar da minha realidade no Espírito Santo, nos comitês que já participei nos fazíamos convites para as famílias responsáveis pelas crianças e adolescentes a participarem desses comitês para que juntos pudessem estar participando das discussões e implementações de atividades dentro das nossas ações.”

Jessica SP

Nome:Jessica
Idade:18
Estado:São Paulo

1- “Discutir o tema abuso sexual com crianças e adolescentes, é como uma massa de modelar, que modelamos para que ela tenha o formato desejado. Uma vez que se trata dos mais vulneráveis a esses tipos de ataque, é de extrema importância que eles saibam do que se trata, mas isso de uma maneira segura e didática. Até porque na maioria dos casos, o abuso vem de pessoas do ciclo familiar e de confiança da criança, portanto na inocência ela pode acreditar estar fazendo o certo. É preciso que essas crianças e adolescentes tenham contato com o tema, de forma que seja entendido que isso viola seus direitos, e que eles podem e devem mudar isso.”

2- “Apesar de estar conhecendo agora o Comitê de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, vejo que a participação juvenil pode ser extremamente ativa. Na verdade, acredito que todos que já conhecem ou tiveram pouco contato com o Comitê, já faz parte dele, porque nós podemos colaborar diretamente na discussão e criação de projetos e coisas do tipo, basta estar interessado no assunto e na mudança da nossa realidade.”

Katia SP

Nome:Kátia
Idade:38
Estado:São Paulo

1- “O tema da violência sexual contra crianças e adolescentes, está em pauta nos últimos anos. A proteção de meninos e meninas é de responsabilidade da família, da sociedade e do Estado, como preconiza o ECA. Envolver adolescentes e jovens nesta luta, é de extrema importância, pois munidos de informações, estes terão realmente a condição de sujeito de direitos e dono de sua história. É dar a oportunidade de traze-los a participar de sua luta por dignidade sexual e, ter sua sexualidade protegida, além de multiplicarem aos seus pares toda a gama de informações necessárias a sua auto proteção.”

2- “O Comitê Nacional de Enfrentamento é formado por adultos, adolescente e jovens na luta pela erradicação da violência sexual contra crianças e adolescentes e, pela implantação do Plano Nacional de Enfrentamento a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. A participação desta galera tem tido resultados de excelência, principalmente na formação, mobilização e prevenção a este tipo de violência. Que possam ter o seu direito constitucional de participação da vida pública e não simplesmente, castrados de suas opiniões, saberes e potência. No Comitê, a participação deste público é inerente, com direito a voz, voto e construção de processos coletivos na luta por Direitos de Crianças e Adolescentes brasileiros.”

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Nome: David
Idade: 17 anos
Estado: Rio de Janeiro

1- “Bom a importância discutir essa temática esta na parte da garantia de participação dos mesmos, pois sabemos que este eh um problema pelo qual enfrentamos pelo mundo inteiro e a partir do momento que discutimos essa política entre nos mesmos automaticamente estamos inserindo essa política em nossas vidas para possamos levar não só para as ruas mas como também para dentro de casa”

2- “Bom a nossa participação se da através da busca incessante da garantia de direitos de nossas crianças e adolescentes, tendo como tese e fato principal de que nos somos o comitê nacional e que a nossa participação só existe porque infelizmente existe crianças e adolescentes que tem seus direitos violados.”

Encontro Regional Sudeste de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes

Participantes do Encontro.

Nos dias 24 e 25 de agosto, Belo Horizonte foi sede do “Encontro Regional Sudeste de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes”. Os fóruns e comitês da região indicaram seus representantes adultos e jovens que durante dois dias traçaram estratégias de articulação para o Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

O encontro começou as 09h do dia 24 de Agosto no Bristol Merit Hotel  com as boas vindas dos organizadores do evento e logo depois uma apresentação cultural com O Circo de Todo Mundo de MG contando com a participação de crianças, adolescentes e jovens que atuam na área de direitos da criança e do adolescente. Ocorreu em seguida uma apresentação da realidade de cada comitê estadual na região sudeste e posterior uma roda de conversa com a galera fazendo diversas perguntas aos representantes do Comitê Estadual de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes (CNEVESCA).

Após o almoço, foi apresentado o filme Vida de Maria no qual foi gerado um debate super bacana entre os jovens e adolescentes que junto fora descobrindo a mensagem que este filme procura passar. Ao longo do dia uma representante da promotoria de MG foi participar da roda de debate esclarecendo algumas duvidas sobre a temática.

Em seguida o Rodrigo Correa falou o que seria O Projeto Aliança Nacional de Adolescentes (ANA) e seus objetivos e meios de mobilização em rede. Para encerrar o dia, jovens do Circo Social Baixada do RJ fizeram uma apresentação de dança com pernas de pau.

No segundo dia de encontro logo pela manha os participantes foram conhecer a Feira de Artesanato e o Parque Municipal de Belo Horizonte, já no período da tarde e na reta final do encontro foram divididos três eixos com os temas mobilização, prevenção e protagonismo para a construção do plano de ação da região sudeste em seguida cada eixo apresentou suas propostas e a devidas modificações no qual ficaram de serem socializada por email por conta dos horários de voo de alguns participantes.

A vida se repete na estação.

Quem quer ouvir uma boa história, vá a um terminal. Pode ser terminal rodoviário, de trem ou metrô, há sempre histórias muito boas de qualquer pessoa. Histórias para rir, para chorar, para refletir e de qualquer outro gênero, histórias que qualquer pessoa vive ou viveu num terminal.

Pelos terminais que passei como Santana, Barra Funda, Tietê, Bandeira e Itaquera. Costumo prestar atenção nas pessoas, vejo-lhes esperando seus amados com flores ou seus amigos, passeando com a família ou em grupos, bebendo a espera de um ônibus e pessoas em situação de rua pedindo uma moeda e um pouco de afeto.

Está ultima situação, me fez lembrar uma história que ocorreu comigo, Pedro, Brenda e Arthur, quando voltamos do II Congresso do Fórum Estadual dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente. Estávamos na estação Barra Funda esperando algo pelo qual não me recordo. A Brenda tinha um violão, mas não sabia toca-lo e eu achava que sabia, por isso tentava fazer um som com ele. Foi aí que surgiu um homem pedindo uma moeda, não tínhamos, e depois ele pediu emprestado o violão que estava em minhas mãos e o tocou de forma excepcional, como alguém só com um dom poderia tocar, aos poucos, outras pessoas chegaram e começou uma espécie de sarau com músicas e rimas.

Depois de certo tempo, seguranças se aproximaram para expulsá-los, alegando que estavam “badernando”, tentamos impedir que eles saíssem, mas os seguranças ameaçaram de nos expulsar também e as próprias pessoas com quem estávamos aceitaram a decisão de sair pedindo para ficarmos. Aquilo nos revoltou, com certeza aprendemos muito com aquilo.

Outras histórias nos terminais Barra Funda e Tietê, como a espera de amigos vindo do interior. Um deles era o Guilherme, eu e o Pedro sempre vínhamos busca-lo no terminal, e conversávamos com tanta intimidade que ele nos parecia um amigo que sempre víamos.

No Terminal Bandeira, conversas rápidas e decisivas com o Carlos (conversas que faço até hoje com ele no mesmo terminal). Em Santana, histórias com o Luciano que sempre proporcionava conversas de reflexão da militância e da vida.

E, finalmente, no Terminal Itaquera, onde fico esperando minha amada Denise, posso dizer que está última história, que se repete todo final de semana, é a que me dá mais prazer, mas não é a melhor, pois todas as histórias me mexeram de alguma forma, todas são as melhores.

O terminal é uma espécie de praça, onde as vidas se cruzam e proporciona histórias belas, tristes, engraçadas, embaraçosas e outras que mexem com qualquer pessoa. Quem quer ouvir uma boa história, vá a um terminal, quem quer viver uma boa história, vá a um terminal.

Lucas Antonio

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Reflexividade colaborativa.

Constituição Federal , Declaração Universal dos Direitos Humanos, Códigos e Códigos. Entre tantas legislações nacionais e internacionais, além de todos direitos direcionados a qualquer pessoa humana, existem recortes especificamente para às crianças. Declaração Universal dos Direitos da Crianças(1959), Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança (1989) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990), são exemplos de legislações especiais que garantem o direito à infância. Os direitos da criança estão baseados no princípio de que a criança necessita de cuidados especiais e proteção, devendo ser prioridade na agenda política.

Vamos ao destaque: “ É dever da FAMÍLIA, da SOCIEDADE e do ESTADO assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura , à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.” Constituição Brasileira de 1988, art. 227, caput.

Pensando no direito à vida trago um ponto bastante polêmico e que diverge opiniões entre os brasileiros: Bolsa Família. Com base no Relatório Mundial da Saúde 2013, o Bolsa Família reduziu em até 17% o índice de mortalidade infantil nas 2.853 cidades pesquisadas, entre 2004 e 2009. O estudo apontou também que o Bolsa Família foi responsável direto pela diminuição de 65% das mortes causadas por desnutrição e por 53% dos óbitos causados por diarreia em crianças menores de cinco anos. Esses dados causam um sentimento de esperança. É pouco, é muito pouco. Mas como diz o art 227 da CF/88 , é dever da família , da sociedade e do Estado garantir os direitos de crianças e adolescentes. Seja na promoção, reparação e controle de direitos resguardados para infância. Então, poupe-me palavrões e coloque em prática o que a legislação preconiza, pois é dever da sociedade civil, também.

É inversamente proporcional o número de crianças e adolescentes que são assassinados no Brasil, com o número de crianças e adolescentes que cometem um assassinato. Aconselho que visitem o site www.mapadaviolencia.org.br antes de qualquer comentário de pessoas que foram contaminadas pelo autoritarismo do regime militar, que veem militantes da área de Direitos Humanos como “defensores de bandidos” ou que fazem comparações equivocadas com outros países com sistema político, econômico e social diferentes do nosso.

Existe um leque variado de violações de direitos infância. Por exemplo, com base no Relatório Situação Mundial da Infância 2013, do UNICEF, uma estimativa amplamente utilizada indica que 93 milhões de crianças vivem com algum tipo de deficiência moderada ou grave, e não há ainda preparo por parte de alguns países para uma educação inclusiva.

Pois bem, não é só porque o dia 24 de agosto é o Dia da Infância, que devemos parar especificamente nesse dia para refletir sobre condições socioeconômicas e educacionais em que vivem as crianças desse planeta. Há diversos exemplos de pessoas e grupos que contribuem significativa para garantir a eficácia das legislações vigentes. E não é de agora.

Enquanto houver pessoas preocupadas apenas em satisfazer única e exclusivamente seus anseios, haverá violações, desigualdades e pensamentos equivocados guiados por uma única fonte de informação.

Nesse breve comentário existem lacunas e diversos pontos que deveria ser abordados, admito. Mas acredito numa reflexividade colaborativa onde todos possam opinar objetivamente, abrindo espaço para um debate maior e construtivo.

Monique Evelle

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Pra não dizer que não falei de flores. Ops! De Amarildo.

Não me manifestei até o momento sobre Amarildo. E também não fiz campanha nas redes sociais, apenas observei e acompanhei publicações e notícias sobre o caso. Antes de comentar sobre o caso de Amarildo, vale pensar um pouco na sociedade que vivemos. Cada um faz a reflexão que achar melhor.

A periferia nos une pelo amor, pela dor e pela cor”. Salve Sérgio Vaz! O amor pela nossa comunidade, a dor pelas semelhanças das nossas lutas diárias e a cor porque somos, na maioria, pretos. Pois bem, quem nunca viu ou ouviu alguém relacionar moradores de periferias com traficantes de drogas? Quem nunca assistiu um noticiário onde o negro é colocado como o protagonista no atentado contra a cidadania (assassinato, roubo etc)? Quem nunca assistiu filmes onde pretos, pobres de periferia são usuários de drogas seja lícita ou ilícita, mal educados, prostitutas etc? Como se não bastasse o preconceito racial, social e geográfico, a mídia sensacionalista ainda coloca lenha na fogueira.

O Estado é responsável pelo bem-estar dos cidadãos. Mas na prática, nem sempre isso acontece. A polícia é o Estado e os policiais são os cidadãos (?). Existe uma linha muito tênue e parece incompreensível. O braço armado do Estado, ao mesmo tempo em que deveria representar a proteção, representa o risco. No Rio de Janeiro, por exemplo, muitos homicídios cometidos por policiais foram registrados como “autos de resistência”, quando, possivelmente, seriam execuções. Acredito que não seja diferente no restante do país.

Conheci várias histórias de Amarildos. Um era morador de rua que , da noite pro dia, desapareceu enquanto dormia. Outro era universitário negro que após uma abordagem policial não voltou para casa. Outra história foi .. etc.. etc.. etc.. Agora tem outra história que ganhou espaço nas mídias sociais e tradicionais. Depois da Operação Paz Armada no dia 14 de julho na favela da Rocinha (RJ), policiais levaram Amarildo (mais um) para UPP. Segundo policias, Amarildo foi liberado logo em seguida. É, mas ele não chegou em casa até hoje. A Justiça do Rio negou o pedido da família de Amarildo para declarar morte presumida. Vale destacar em caps lock a seguinte fala do juiz Luiz Henrique Oliveira Marques, da Vara de Registro Público “O DESAPARECIMENTO TERIA OCORRIDO QUANDO AMARAILDO SE ENCONTRAVA EM PODER DE AGENTES DO ESTADO, O QUE, POR SI SÓ, NÃO GERARIA PERIGO DE VIDA”. Ok meritíssimo, meu nome não é Alice!

Não irei prolongar, pois um caso como esse perpassa por diversas questões. O fato é que estamos presenciando a olho nú a limpeza étnica. É só olhar que casos como esses acontecem constantemente em todo o país e de forma semelhante e com pessoas com características semelhantes. Ouvi um comentário assim: “Ele é traficante rapaz , deve ter fugido da polícia para não ser preso depois.” É, meu Brasil.. são pensamentos como esse que não dá espaço para dialética. Aposto que essa pessoa não conhece a história de vida do Amarildo.

Fui facilitadora da oficina sobre Cota Racial nas Universidades Federais no Seminário Regional Nordeste da ABMP em Fortaleza. O interessante que fui “objeto de estudo”. Um grupo falou: “Você é bonita, inteligente, universitária, não é cotista.. então nunca vai sofrer preconceito e não vai ser discriminada. Deve ser muito fácil para você conseguir empregos e o que quiser. Todo mundo te conhece e sabe que você é boa no que faz” Eu respondi: “Não sou cotista, mas ser ou não ser cotista não faz você escapar do preconceito e discriminação do dia a dia. Calma lá! Sou anônima. Se acontecer qualquer coisa comigo, acredito que as pessoas não vão relacionar minha imagem com de uma menina que é boa no que faz ”. Por mais que eu tenha diversas representatividades (Desabafo Social, ABMP, SaferNet etc), o que importa para essa selva de pedras é que eu sou negra e moradora de periferia. Como já havia citado anteriormente , os casos de desaparecimento relacionados com abordagens policiais , acontecem com pessoas de características semelhantes (negros, pobres, moradores de comunidades etc). Caso eu sumisse, de um hora para outra, será que eu não seria vista como usuária de drogas ou algo tipo? Mas enfim.. Monique à parte, cadê os Amarildos?

Monique Evelle

O responsável pelo conteúdo é o autor.

SEMINÁRIO REGIONAL NORDESTE DA ABMP EM FORTALEZA.

Membros do Conselho Consultivo Nacional de Adolescentes e Jovens da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude.

Mais de 600 participantes marcaram presença nos dois dias do Seminário Regional Nordeste da ABMP em Fortaleza. Durante o Seminário, diversas mesas e oficinas discutiram os desafios para garantir a implementação efetiva do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Oficinas direcionadas para adolescentes, tiveram como facilitadores adolescentes e jovens membros do Conselho Consultivo Nacional da ABMP (CCNAJ). Ana Karoline (CCAJ-CE), representou o Conselho na mesa de abertura, ao lado da presidente e dos coordenadores regionais e estaduais. Felipe Vasconcelos (CCAJ-CE) e Enilson Ribeiro (CCAJ-MA), vestiram a camisa e entraram em campo com os adolescentes presentes na oficina “Direito a participação em jogo. Qual o seu time?”. Lucas Alves (CCAJ-CE) dividiu a mesa com Eduardo Rezende (TJ-SP) compartilhando conhecimentos sobre práticas restaurativas. Monique Evelle (CCAJ-BA) e Germana Oliveira (CCAJ-CE) utilizaram uma metodologia mais dinâmica para falar de um tema que diverge opiniões entre os estudantes brasileiros: Cota Racial nas Universidades Federais. Durante a oficina, um grupo pautou sua discussão utilizando Monique como exemplo. “Não sou cotista, mas sou a favor das cotas. Mas ser ou não ser cotista não faz você escapar do preconceito e discriminação do dia a dia.” , disse Monique.

Um pouco antes de terminar o seminário, os membros do CCNAJ tiveram um momento com os Promotores Juvenis, onde puderam ouvir opiniões, sugestões de melhorias e elogios a respeito da atuação dos conselheiros durante o evento. Logo após, os conselheiros entregaram a presidente da ABMP, Hélia Barbosa, a carta de intenções do CCNAJ que foi lida na plenária final. Desta forma, espera-se fortalecer a participação infanto-juvenil no Sistema de Garantias dos Direitos e no Sistema de Justiça da Infância e da Juventude cada vez mais.

Monique Evelle

Secretária Geral do Conselho Consultivo Nacional de Adolescentes e Jovens da ABMP

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Brasil, um país de todos?

        Quantos de vocês cidadãos tem prazer de morar nesse “Brasil, um país de todos”? Liberdade de expressão só para políticos e poderosos? A corrupção no Brasil também faz parte desse tal conceito de democracia? Ditadura religiosa proíbe manifestações?

        O Brasil sofre de uma falsa democracia, que abstrai do cidadão brasileiro todo o direito de liberdade de se expressar, então pensemos pra que democracia, se não temos liberdade?  Na verdade ela não existe só possui nome, nós passamos por diversas mudanças e as chamadas “revoluções”, já hoje nós vivemos no conformismo, diante de governos nos quais os governantes são os “papais” que mandam em tudo e as pessoas ficam a mercê da chamada DEMOCRACIA. Um dos principais e grandes motivos para isso é o povo que não participa de forma ativada política achando muitas vezes que ali não tem nada a ver com eles, mas é bem ai que se enganam, o povo é soberano, sendo que ele ainda não despertou desse poder. Dai observa-se 513 anos de Brasil e o que significam? O sistema nos oprimindo, nos massacrando, para ele nós não valemos absolutamente nada com cada ato, cada palavra, cada intenção, o desqualifica mais e mais, o povo no mesmo conformismo, além da falta de educação e saúde e da falta de vergonha na cara. A nação brasileira convive semanalmente com notícias de corrupção em manchetes de jornais, de revistas e em emissoras de televisão.

    Enfim, fatos consideráveis importantes: fim de conformismo, pondo como base a frase de Victor Hugo “Entre um governo que faz o mal e o povo que o consente, há certa cumplicidade vergonhosa.” O Brasil tem de tudo para alcançar o auge da sua magnitude mundial, o povo brasileiro tem que reagir se manifestar e colocar um “CHEGA” nessa injustiça, mostrar aos políticos egoístas que o povo unido é capaz de mudar totalmente a atual conjuntura política brasileira. Mas ai eu pergunto, o que as pessoas realmente estão interessadas em mudar em nossa realidade? Reflita! O Brasil só precisa de você pra mudar o seu percurso.

Tainá Paranhos

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Reduzir a idade penal, em benefício de quem?