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Entre a Copa e o Dia dos Namorados o problema é mais embaixo.

Enquanto os olhares do mundo inteiro estão direcionados para a Copa do Mundo, esquecemos que o dia 12 de Junho não é apenas a data do primeiro jogo da seleção brasileira no mundial, tampouco de flores e corações do Dia dos Namorados. Hoje é um dia para permanecermos atentos com as nossas crianças. Sim, meus caros amigos da Rede Virtual, 12 de Junho é o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil.

Apesar da exploração sexual contra crianças ser um tipo de trabalho infantil, o segundo de um modo geral é mais fácil de ser detectado e infelizmente, acaba sendo mais “aceitável” por muitos.

Uma cena onde uma criança vende balas no trânsito das grandes cidades, não causa tanto espanto quando falamos de um caso de exploração e abuso sexual contra crianças e adolescentes. E há quem compre tais mercadorias com a desculpa de estar ajudando e segue vivendo a sua vida sem se importar, como se aquele R$1,00 pudesse mudar a realidade daquela criança.

Segundo pesquisas realizadas pelo IBGE no ano retrasado, cerca de 3,5 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 estão trabalhando(no presente mesmo, pois sabemos que pouco mudou). Isso apenas no Brasil, que fique claro. Entenda esses números:

Número de crianças e adolescentes que trabalhavam em 2012:

Faixa etária

Quantidade

De 5 a 9 anos

81 mil

De 10 a 13 anos

473 mil

De 14 a 17 anos

2,96 milhões

Total

3,51 milhões

Você com 6 anos estava assistindo desenho de manha, tomando o seu leite com chocolate e comendo biscoito, diferente das crianças de regiões mais pobres que levantavam – e ainda levantam – muito mais cedo para trabalharem em carvoarias, nas “roças” ou nas movimentadas avenidas das capitais. Crianças que não puderam gozar de sua infância, de sua inocência, pois tinham que ajudar a levar alimento para dentro de casa.

Podemos trazer estes fatos e dados para o atual momento do país e pensar: Imagina na Copa.

Quantas crianças serão vítimas de exploração sexual durante o evento? Quantas crianças serão obrigadas a vender balas, doces e afins próximas aos estádios?

Todos estão muito preocupados com as iminentes manifestações, com a violência, com os assaltos, mas que nossas crianças não sejam esquecidas. A Copa pode trazer muitos prejuízos para o nosso Brasil, mas se ela afetar as nossas crianças, os prejuízos jamais serão reparados.

Igo Bolleli, Minas Gerais.

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Nota

Aconteceu no dia 11/06, com participantes de diversos estados do Brasil o bate papo online, que teve como tema a Copa do Mundo de 2014. Os presentes deixaram explícitos o repúdio com os gastos exorbitantes do mundial. Rene Silva, fundador … Continuar lendo

Nota

Estamos embarcando numa louca e produtiva aventura com pessoas da área de arquivologia, biblioteconomia e museologia. Essa loucura tem nome! É a 3ª Bienal da Bahia que acontecerá a partir de 29 de maio em Salvador e diversas cidades do interior baiano. … Continuar lendo

Tribo Urbana – A voz da Periferia !

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Grupo Lição Final

 

O movimento negro Hip-Hop está cada vez mais evidente . O jeito de se vestir, de falar, de cantar, de dançar deixou de ser algo discriminável e passou a ser símbolo . O hip hop é uma cultura artística que foi iniciada durante a década de 1970 nas áreas centrais de comunidades jamaicanas, latinas e afro-americanas da cidade de Nova Iorque.

O Afrika Bambaataa, reconhecido como o criador oficial desse movimento, criou quatro pilares essenciais na cultura hip hop: o rap, o DJing, a breakdance e a escrita do grafite. Outros elementos incluem a moda hip hop e as gírias. Os subúrbios, que são verdadeiros guetos, enfrentam diversos problemas de ordem social como pobreza, violência, racismo, tráfico de drogas, carência de infra-estrutura e de educação, entre outros , desde então os jovens encontram na rua o único espaço de lazer, e geralmente entram num sistema de gangues, as quais se confrontam de maneira violenta na luta pelo domínio territorial , daí podemos então reconhecer o Hip Hop como um movimento de libertação , um movimento cultural que dá condição de pensar para vários outros segmentos e a partir dai dar condições de lutar em favor das periferias.

A melhor forma de levar novas perspectivas de vida para as pessoas que vivem à margem da sociedade é incentivando a liberdade e uma forma de expressar o seu sentimento e a realidade social em forma de rap. Contribuir para que os jovens saiam do mundo das drogas, educar e atrair as pessoas para o lado da cultura buscando conhecimento através do rap, essa é a filosofia , esse é o objetivo . O Rap é a face da periferia e a construção cultural a partir do surgimento de expressões artísticas inovadas que revelam a identidade e retratam a cidade, partindo de pensamentos e manifestações que que batem de frente com a real situação da sociedade e propõe mudanças na mesma .

O movimento chegou como uma questão de educação e com o seu papel na diminuição da desigualdade que gera violência, abrindo o campo de visão da juventude que começa a interpretar o coletivo dentro da trajetória de manifestações culturais que atuam nas periferias metropolitanas, convivendo com as dificuldades e os problemas sociais , que refletem o seu dia a dia e afetam até o perceber desta arte dentro da construção da cidade. A força moral não é um privilegio heroico , faz parte de qualquer sujeito principalmente aquele que mora na favela , porque este aprende que a cada dia que se passa a sua vida é uma batalha e pra pra conseguir o que se quer é necessário ir a luta .

O Hip hop desenrola histórias de heróis na vida real , vivida por pessoas comuns da favela e não importa a cor, o nível de escolaridade , religião ou qualquer outro critério , a periferia é o centro , o hip hop é nossa manifestação cultural é a voz da rua , são crônicas e informações em forma de música , de dança , de arte.

 

Tainá Paranhos

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XXV Congresso Nacional da ABMP

XXV Congresso Nacional da ABMP

Jovens de diferentes regiões brasileiras, irão participar do II Encontro de Adolescentes e Jovens- Participação e protagonismo juvenil no Sistema de Justiça da Infância e Juventude e no Sistema de Garantia de Direitos, durant o XXV Congresso Nacional da ABMP.

25 a 28 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO:

Participação das exposições com o objetivo de levantar subsídios à construção do documento final.

Análise e discussão dos seguintes documentos:

a) Diretrizes de Justiça Adaptada à Criança e ao Adolescente do Conselho de Europa e do MERCOSUL
b) Carta de Constituição de Estratégias em Defesa da Proteção Integral dos Direitos da Criança e do Adolescente
c) Plano Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual de Crianças e Adolescentes
d) Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo – SINASE

Reflexão sobre a atuação do Grupo de Adolescentes e Jovens com sugestões para o planejamento das ações 2014

Diálogo com os adolescentes e jovens.

Hábitos de Navegação na Internet

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A internet enquanto meio de comunicação mais ágil e prático existente, oferece ao usuário inúmeras vantagens, sobretudo no que diz respeito ao processo de produção da informação. Em relação aos meios tradicionais, como a TV e o rádio, a internet dá ao público o que esses meios de comunicação de massa não conseguiram: participação efetiva na produção, onde todos podem ser produtores e emissores de informação, e não apenas consumidores e receptores passivos .Em contraponto, a internet tem também diversas desvantagens, haja vista que proporciona um amplo campo de divulgação e  disseminação de conteúdo sem controle,originando desta forma várias situações indesejáveis,como o surgimento de cyberbullying,pornografia, dificuldade de fiscalizar os direitos autorais e intensa exposição.

A partir disso, foi proposta pela ONG SaferNet Brasil duas pesquisas, uma em 2008 e outra em 2013, sobre Hábitos de Navegação na Internet. Segundo a pesquisa realizada em 2013 com 2.834 internautas de 9 a 23 anos, 21% de 15 a 17 anos acessam a internet 2 a 3 vezes por semana e os outros 62% de 18 a 23 anos acessam a internet todos os dias, sendo que ao todo 80% curtem redes sociais.  E de acordo com a pesquisa realizada em 2008 com 2525 alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, 28,45% usam a internet de uma a duas horas e 43,77% mais de três horas. Seguindo essa estatística, se torna claro que o jovem tem estado muito mais exposto ao público, porém, o cuidado com sua privacidade de informações íntimas é incompatível com a quantidade do que expõe.

Mais uma vez os números afirmam na pesquisa de 2013 que 26% dos jovens não se importam com as configurações de privacidade e 19% não sabem como configurar, contudo, mesmo correndo riscos, 60% do que é compartilhado são fotos pessoais, 35% nome e sobrenome, 28% nome da escola. Na pesquisa de 2008, 30% dos adolescentes publicam seus nomes e sobrenomes, 10% nome da escola e 46% fotos pessoais, ou seja, houve um aumento na exposição das informações pessoais de 2008 a 2013, o que torna esses jovens mais expostos a ponto de ficarem vulneráveis a diversas situações indesejadas como cyberbulling, sextings e variados crimes decorrentes do uso incorreto da internet.

É devido a essa exposição inadequada e pela facilidade de manter relações virtuais que na pesquisa de 2013, 58% dos meninos tem mais de 10 amigos virtuais e 68% das meninas já conheceram um amigo pela internet, ainda que esses amigos não sejam necessariamente  conhecidos físicos. Já na pesquisa de 2008, 61% tem amigos virtuais e 41% desses tem mais de 10 amigos virtuais. Não deixando de lado que além de fazer amigos virtuais, esses jovens também utilizam a internet para namorar como aponta os dados da pesquisa de 2013, a qual mostra que 35% dos meninos e 18% das meninas usam a rede para esse fim, como também na pesquisa de 2008, 22% já namoraram pela internet, desses 45% mais de uma vez. O que de certa forma facilita a ocorrência de sextings. O sexting – palavra originada da união de duas palavras em inglês: sex (sexo) + texting (envio de mensagens), ocorre quando se tira e compartilha fotos sensuais de teor erótico – vem se tornando uma moda no universo cybernético, como aponta a pesquisa de 2013, na qual 42% receberam mais de cinco vezes imagens sensuais ou eróticas e 63% enviaram mais de cinco vezes mensagens desse tipo. Como também na pesquisa de 2008, em que 12,1% admitem já ter publicado fotos íntimas na internet e 31,05% já encontrou ou recebeu conteúdo pornográfico.

Além do sexting, o cyberbullying também tem se tornado o segundo maior receio para 49% dos internautas segundo pesquisa de 2013, sendo que 12% afirmam que já foram vítimas dessa agressão e 35% tem um amigo que já sofreu cyberbullying ao menos uma vez como também 36% disseram o mesmo na pesquisa de 2008. De  acordo com os artigos 17 e 18 do ECA: “O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, ideias e crenças, dos espaços e objetos pessoais” e “É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor”.

Segundo pesquisa realizada, em 2008, pelo Laboratório de Estudos em Ética nos Meios Eletrônicos (Leeme) da Universidade Mackenzie, com 2.039 jovens entre 11 e 18 anos, de escolas públicas e particulares, os jovens não estão preparados para lidar com o grau de abertura proporcionado pela internet. De acordo com o estudo, coordenado pela professora Solange Barros, os adolescentes estão suscetíveis a problemas como exposição à pornografia, divulgação indevida de imagem e dados pessoais, boatos, pedofilia e incitação à violência. “Quarenta e cinco por cento dos entrevistados já tiveram medo em algum tipo de acesso que fizeram na rede.” (http://acritica.uol.com.br/vida/Comportamento-Pais_e_Filhos_0_356364435.html)

Adjunto ao sentimento de insegurança alguns jovens se conservam negligentes aos meios de prevenção dos perigos da internet, de modo que 31% e 52% (entre os de nove anos) não buscam informações de prudência de acordo com pesquisa de 2013.

Embora, 38% deles acreditarem que a escola é o responsável pelo ensino sobre o uso seguro da internet, o papel dos pais é o mais importante na busca da prevenção, já que 46% dos filhos não tem acompanhamento dos pais – pesquisa 2013 – e 67% dos que já foram humilhados pela internet não possuem limite de uso estabelecido pelos pais – pesquisa 2009.  A ausência desses pais como transmissores centrais da educação do uso da internet, talvez seja um essencial fator para a ocorrência de crimes contra crianças e adolescente na internet.

Diante dessa comparação entre os dados da pesquisa de 2008 e de 2013 sobre os Hábitos de Navegação da Internet e, considerando que o artigo 4º do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que “é dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do poder público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária.”; considerando que o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH, 2007) e o Programa Ética e Cidadania criados pelo Ministério da Educação (MEC) e pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos (SDH) oferecem oportunidade de discussão sobre o uso ético e seguro da internet como política pública; considerando  que o eixo Educação e Mídia do PNEDH orienta a incorporação das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) no trabalho pedagógico dos educadores brasileiros e; considerando que a  Lei 11.525 , de 25 de setembro de 2007, a qual altera o artigo 32 da lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996 diz que “O currículo do ensino fundamental incluirá, obrigatoriamente, conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes, tendo como diretriz a Lei n o 8.069, de 13 de julho de 1990, que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente, observada a produção e distribuição de material didático adequado”, o Conselho Estadual de Jovens da ABMP- Bahia, sugere que:

  1. O Ministério da Educação e a Secretaria Nacional de Direitos Humanos, com o apoio da sociedade civil e de outras organizações, construam materiais educativos para o uso e também para prevenção de perigos na internet. Contudo, também se faz necessária a efetivação das leis e Planos Nacionais citados para possibilitar a aplicação do material sugerido acima. Esses materiais educativos devem ser implantados no sistema educacional de maneira gradativa, o que facilitaria a absorção do conteúdo.
  1. As escolas da rede pública e privada, realizem ações  para educação digital nas unidades escolares;
  2. As escolas da rede pública e privada, realizem encontros regulares entre estudantes, pais e educadores para discussão  sobre perigos on-line, alertando para os cuidados ao publicar informações pessoais na internet;
  3. O poder público, a sociedade civil e outras organizações, incentivem crianças, adolescentes e jovens a promoverem ações voltadas aos direitos humanos na internet.
  4. As escolas da rede pública e privada, realizem estudos de casos sobre violações de direitos na web, para que os adolescentes e jovens sugiram ações de prevenção;
  5. As escolas da rede pública e privada, realizem ações voltadas para o uso das redes sociais como possibilidades pedagógicas;
  6. As escolas da rede pública e privada, organizações não governamentais e outras instituições, realizem atividades de conscientização acerca da linha tênue entre o mundo real e o espaço digital;
  7. As escolas da rede pública e privada, a sociedade civil e outras organizações, realizem discussões sobre os princípios fundamentais do Marco Civil da Internet ( Privacidade, Neutralidade da Rede e Ordem Judicial.)
  8. As escolas da rede pública e privada, a sociedade civil e outras organizações , realizem atividades educomunicativas pautando questões relacionadas com o Estatuto da Criança e do Adolescente e o Estatuto da Juventude;

Camila Andrade Cidreira

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Luiza Bahia Marques

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Rafael Menezes Barreto Silva

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Monique Evelle Nascimento Costa

Conselho Estadual dos Jovens da ABMP – BAHIA

Conte-me mais como se formou, Rachel Sheherazade.

Estive conversando há pouco tempo com um amigo, sobre amizade. Concluímos que algumas atitudes podem afastar ou aproximar. Mas enfim.

Há quem se espante ainda (eu) com o pensamento reacionário de algumas (muitas) pessoas. O jogo político da abolição da escravatura, está levando a humanidade para … não sei, mas não estamos indo bem. É só olharmos as redes sociais que iremos ver discursos de ódio e comparações fora do comum. Fora do comum não! Comum a muitos que compactuam com aquilo. E meus amigos (?) também se manifestam dessa forma, infelizmente.

Por mais que o acesso à internet tenha aumentado, a televisão sempre estará no centro das atenções. Não há como negar. Até no ciberespaço a conversa é sobre TV.

Sobre as cotas raciais “Neste país todo cidadão é igual perante a lei […] Se fomos dividir o Brasil em cotas, em guetos, não seremos uma nação, mas…

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Aprender para florescer

Elogio do Aprendizado

 

Bertolt Brecht

 

“Aprenda o mais simples!

Para aqueles cuja hora chegou

Nunca é tarde demais!

Aprenda o ABC; não basta, mas aprenda!

Não desanime! Comece! É preciso saber tudo!

Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!

Aprenda, homem na prisão!

Aprenda, mulher na cozinha!

Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!

Frequente a escola, você que não tem casa!

Adquira conhecimento, você que sente frio!

Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.

Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!

Não se deixe convencer!

Veja com seus próprios olhos!

O que não sabe por conta própria, não sabe.

Verifique a conta É você que vai pagar.

Ponha o dedo sobre cada item

Pergunte: o que é isso?

Você tem que assumir o comando.”

 

Aprender para florescer

 

O renomado autor alemão Bertolt Brecht já dizia em seu poema “Dificuldade de governar”: “somente porque todos são tão estúpidos, precisa-se de alguns tão espertos.”

Nesse trecho, percebemos como os dominadores dos sete pilares de nossa sociedade agem: fazem-nos crer numa falsa relação de mutualismo.

O fato é que não necessitamos de dominadores. Necessitamos de líderes, estes escassos atualmente. Líderes são lembrados em toda a história porque transmitiram algum conhecimento ao povo. Dominadores são reconhecidos por encucar em nós a ideia de que “são eles quem colocam ordem em nossa desordem.”

Dentre as diversas táticas de manipulação e dominação desses dominadores está a inibição do pensamento crítico do ser. Inibem a renovação contínua de mentes com seus cartazes, suas músicas, suas decisões…

Hoje, o conceito de alienação está bem difundido. E sua principal atuação consiste no trabalho, como nos apresentou Marx. O autor citado no início do texto nos convida a ler, a questionar, a debater numa eterna dialética, em seu poema “Perguntas de um trabalhador que lê.”

Portanto, como nos relata o profeta Oséias nas Sagradas Escrituras cristãs, é preciso esforçarmo-nos para conhecer, aprender. É lendo que se aprende. Ler pessoas, ler o mundo, ler números e palavras, a composição do Universo.

É aprendendo que se floresce. Todas as “Primaveras Mundiais”, a exemplo da Revolução Francesa, ou também a Revolução Praieira, aqui no Brasil; todas elas provinham de algum conhecimento, aprendizado, convergido em causa, em luta, em conquista, em transformação.

Então, que floresça eu, floresças tu, floresça ele e ela, floresçamos nós, floresceis vós, que dormis em suas sementes. Aprendei!

 

Ana Laura Maziero

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Intercâmbio de Conhecimentos

ImagemJovens de diferentes países escolheram o Brasil, especificamente Salvador, para fazer intercâmbio. Esses mesmos jovens compartilharam seus conhecimentos com crianças e adolescentes do bairro de Itinga,  através de oficinas de inglês, de pintura e desenho, brincadeira lúdicas, além das atividades esportivas como futebol e vôlei.

Jovens de diferentes países escolheram o Brasil, especificamente Salvador, para fazer intercâmbio. Esses mesmos jovens compartilharam seus conhecimentos com crianças e adolescentes do bairro de Itinga,  através de oficinas de inglês, de pintura e desenho, brincadeira lúdicas, além das atividades esportivas como futebol e vôlei. Imagem

A inquietação e a ansiedade para a visita do jogador da seleção brasileira, Dante, tomou conta da galera. Mas, infelizmente Dante não pode comparecer no local e fazer a alegria dos meninos.

Isso não foi motivo para desanimar!

Atividades simultâneas onde todos puderam interagir, alegria compartilhada entre crianças, adolescentes e jovens de diferentes realidades e diversão, não faltaram!

O Desabafo Social e o Mérito Juvenil  vem realizando atividades como essas durante a semana. Não fique de fora! Acompanhe as novidades no nosso blog.

Quem se revolta e com o que?

                                  

Até que enfim estamos vivendo em uma sociedade que tem acordado para algumas questões e lutando para de fato a democracia plena seja exercida com a participação popular nas construções das políticas públicas e questões tangentes a eles.

Neste momento diversas cidades brasileiras tiveram o aumento das passagens do transporte público, onde a população a partir da iniciativa de alguns movimentos se uniram para se manifestar contra esses aumentos nas tarifas e foram as ruas para lutar por isso, em alguns momentos e cidades a palavra lutar foi ao seu sentido literal quando baderneiros infiltrados ao movimento começaram a “quebrar tudo” e a policia ( dito o Aparelho repressor do estado) em seu âmbito de reprimir do dano agiu dentro de sua forma que em momentos se excedeu completamente e chegou a ser uma repressão violenta aos manifestantes. Numa visão geral e difícil até entender dois lados tão distintos um dos manifestantes que lutavam por um bem comum e o outro da policia que estava ali para garantir a integridade do patrimônio publico e o direitos de ir e vir dos outros cidadãos que não estavam nas manifestações ai fica a cada cidadão ver onde se posiciona em relação a seu direito qual lado o violou e qual o contemplou.

            O que tem me incomodado são os novos revolucionários que de fato saíram do facebook e estão nas ruas mas vem questionado os REVOLUCIONÁRIOS de fato que estão lutando a anos dentro dos movimentos sociais de base e que nunca são notados e pouco se importam com isso. Eu, por exemplo, há anos no movimento da criança, adolescência e juventude nunca quis me ascender por estar contribuindo para diversas mudanças que já conseguimos com a crianças dos estatutos da criança e ado adolescentes, do idoso , do torcedor entre outros lutas nossas daqueles que nunca foram vistos na mídia e sempre vão continuar com sua luta árdua de implementação de fato desse e outros objetos de garantia de direitos, e os revolucionários que saíram do facebook o que lhe resta a eles voltar ao facebook ? Acho que é o que veremos a partir de agora, conseguimos abaixar o transporte mas quem será do milhares que ira voltar a discutir na base, nos conselhos gestores, no poder publico a qualidade do transporte? Quem vai lutar pela saúde, educação, entre outras pautas como habitação pois queremos casas mas quando vemos o MST na rua lutando os comparamos a mercenários? Eis estas questões sobre como estamos pensando os milhares de manifestantes que pós-luta iram fazer.

            Outro ponto o qual é de extrema importância abordar a mídia e seus conceitos e com ela veicula a informação alienadora e que tem que ser a vista do que ela pensa, vimos como a mídia tratou as manifestações quando lhe convém ela radicalmente mudava de opinião e isso era entre o intervalo pois tende-se a favorecer algumas pessoas não o coletivo, escutei hoje de uma pessoa que ela vê determinada emissora e ela não é manipulada e nem forçada a nada , muito interessante ver isso de uma pessoa que se diz não alienada , alguém iria saber sobre as PEC 33 e 37 se a mídia não falasse? Quem saberia o que é redução da maioridade penal se a mídia não batesse tanto nessa tecla por seus interesses? Poucos, aqueles loucos que à anos então discutindo na base do  movimento social que estão lutando sem holofotes vencendo as ameaças a falta de recursos para estar em reuniões, plenária a discursão dita por muitos como invalida e chata até por ser diversas vezes estarmos tentando, ainda dizem que nossos somos os alienados..(rsrsr).

            Pensei em escrever esse texto após diversas conversas com manifestantes, militantes, pessoas comuns, alienados, alienadores, adolescentes, revolucionários do facebook, entre outros e comecei a notar o quando todos estavam a favor de ver o povo na rua, mas uma pergunta que poucos me responderam (apenas os militantes) que a luta continua na base e que agora devemos pautar a qualidade continuar a pensar como podemos estar democratizando essa sociedade, as outras respostas foram vazias pois não se sabe o que fazer, não uma base ideológica para fazer novas manifestações, e sem essa referencia logo iremos fazer manifestação contra os manifestantes? Perde-se referencia ao movimento, despolitiza a manifestação para virar um lazer, um programa familiar, onde estamos não lutando por direitos, mas sim passeando, gastando cartazes que depois viram lixo poluindo nossa cidade entre outras matérias e que sem objetivo viram inúteis e caem nas mesmices.

            Muito me questionaram sobre esse posicionamento maluco que tenho, mas meus pensamentos são numa linha de que temos que repensar como saímos à rua, como manifestamos precisamos pensar contra o que e quem lutamos não defender causas pessoas ou se quando coletivas inferem direitos dos outros, não discutimos, não chegamos a uma conclusão, não temos um pensamento único, uma base de discursão para que todos tenham acesso e possam discutir, promover, trazer as devolutivas e conseguirmos os objetivos de interesse comum, sou contra a corrupção, contra as PEC que não servem ao interesses do povo, contra a redução da maioridade penal, contra o domínio das empresas, contra diversas coisas que inferem os direitos humanos, contra a sociedade, contra o trabalhador, o dito cidadão aquele o mais violado, que mais sobre com toda essa ausência de politicas, de pensamentos críticos e de fato uma participação popular.

            Devemos acabar com a frase:- “Ruas cheias de pessoas vazias”; e devemos a partir de agora ter –“RUAS CHEIAS DE PESSOAS CHEIAS” , cheia de conhecimento de causa e luta, de democracia, cheia de coragem, sem medo e com a determinação de que a participação popular pode mudar o cenário político e social brasileiro.

Carlos Alberto

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Boletim Informativo número 1

Boletim Informativo número 1

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#DesabafoSocial #Naoaocalese #VempraRua

#DesabafoSocial #Naoaocalese #VempraRua

Revolta que durou 20 anos

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Hoje testemunhamos um fato histórico, uma mobilização realizada nas ruas reuniu centenas de milhares de pessoas para manifestar seus direitos. Àqueles que diziam que esses protestantes eram apenas vândalos, foram calados de forma majestosa por esses grandes cidadãos do Brasil e do mundo.

De muitas formas este movimento foi denegrido com falas de ser desorganizado, violentos e baderneiros. Claro que isso foi provocado por depredações e pichações do patrimônio público e privado. Pois eu digo ainda bem que aconteceu isso.

A forma mais violenta e incisiva dessa revolta chamou a atenção da população e dos governantes, o movimento pelo transporte público gratuito acontece desde 2005, porém acontecia de forma pacífica, resultando na falta de interesse geral.

A revolta não é apenas por 20 centavos, são por 20 anos da população calada, aguentado esses grandes escândalos e descaso com a população. O que vemos é algo formidável, é o cidadão/trabalhador encher o peito de coragem e pátria para ir atrás do que nos interessa, da nossa participação da democracia. É lindo.

Lucas Antonio

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Roda de Conversa On-line

Roda de Conversa On-line

O Brasil todo se manifestando. Articulações feitas através das redes sociais. Não esqueçam que temos um encontro marcado no dia 19 para discutirmos sobre Cidadania On-line!

Mapa Da Janela pra Lá

O Mapa mostra cidades de onde as pessoas mandaram suas fotos para a iniciativa do Desabafo Social , Da Janela pra Lá!

12 de Junho, Dia dos Namorados?

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   (Campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescentes 2012)

Exatamente nesta data, também é o Dia dos Namorados. Mas desde 2002 nos bastidores da mídia capitalista, o 12 de junho ficou marcado como Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil. Foi uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) , em parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome (MDS) e muitos outros órgãos do Governo Federal, Municipal, Estadual e do Distrito Federal, com outras instituições privadas.

O Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil tem como foco alertar a todos a importância que tem a implementação das convenções de n° 138 (estabelece idade mínima para admissão do emprego) e n° 182(trata das piores formas de trabalho infantil). No Brasil, o fórum Nacional de Erradicação do trabalho infantil, articulou a campanha Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e estabeleceu como data prioritária para a mobilização o dia 12 de Junho.

Ano passado o Desabafo Social participou da campanha É da Nossa Conta! Trabalho Infantil e Adolescente. Foi uma iniciativa da Fundação Telefônica Vivo,  Unicef e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No segundo semestre de 2013, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome (MDS), pede e convoca a integração entre as gestões Estaduais, Municipais e do Distrito Federal um olhar  para os serviços e programas de Assistência Social, durante e após a realização da mobilização da campanha.

Não se vê ano melhor para falar sobre esse assunto devido aos megaeventos que estão perto de acontecer em nosso país. Esses megaeventos não tem uma natureza apenas de diversão, mas também irá aumentar o índice de trabalho infantil. Muitas dessas crianças estão na linha da pobreza e, assim, elas são facilmente levadas ao caminho no qual leva diretamente ao trabalho infantil. Isso vem acontecendo com mais frequência do que podemos imaginar, talvez porque as nossas crianças não tenham uma educação infantil na qual seria de direito ter.  Com isso crianças são jogadas nas ruas com a esperança de levar comida para casa e muitas vezes quem emprega ou usa essas crianças são os grandes empresários do nosso país. Veremos como tudo irá ficar depois que esses megaeventos passarem.

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  (Campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescentes 2012)

 

Tâmara Brito

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Hangout – Violações dos Direitos da Criança e do Adolescente

O primeiro Hangout (vídeo conferência), que reuniu alunos das Kabums de todo o Brasil para discussão da violação dos direitos da Criança e do Adolescente, ocorreu no dia 28 de maio. Participou do debate fomentando a conversa o jornalista Nilton Lopes, que trabalha na CIPÓ, ONG que executa a Oi Kabum! de Salvador na Bahia. Monique Evelle, estudante de fotografia da Oi Kabum Salvador e fundadora do Desabafo Social, também participou. Confira abaixo como foi o Hangout:

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http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ipvOpqGzDFU

“Até esse conceito não acabar, teremos o mesmo conceito de que todo político é corrupto, todo político é ladrão”

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Auditório lotado e com a presença e a participação de adolescentes e jovens do Desabafo Social, Escola Olodum, TV Pelourinho e Skate Vibration – Castelo Branco. Foi assim a Audiência Pública sobre a Política Municipal da Juventude que ocorreu no dia 06 de junho. DJ Branco deu inicio a audiência lendo um texto de repúdio acerca das faltas de políticas públicas municipais da juventude. Mencionou o nome do prefeito de Salvador, ACM Neto, dizendo que o mesmo recebeu convites antecipadamente para participar da Audiência, mas não respondeu e nem mandou uma pessoa para representá-lo. “ Isso mostra que o prefeito de Salvador não tem prioridade com as políticas municipais da juventude”, afirma DJ Branco.

“ Já tem quase 200 dias de gestão e nada foi feito e pensado para os jovens desta cidade “, diz Michele Vieira, presidente do Conselho Estadual da Juventude. Michele falou da importância de cobrar ao prefeito as ações direcionadas à juventude, já que a vice-prefeita Célia Sacramento, assinou o Pacto da Juventude durante o evento do CONJUVE no segundo semestre de  2012.

A representante auxiliar do Fundo das Populações das Nações Unidas –UNFPA, trouxe importantes dados, exemplificando as estratégias na área da juventude. O UNFPA, junto com a Secretaria Nacional da Juventude fez o mapeamento do perfil da população jovem em Salvador, onde consta que os jovens representam 76% das vítimas de homicídio (2009).

Três jovens skatistas, moradores do bairro do Castelo Branco, roubaram a cena manifestando-se em prol de pistas de skate para o seu bairro. ” Esse conceito de que skatista é vagabundo e maconheiro.. até esse conceito não acabar , teremos o mesmo conceito de que todo político é corrupto, todo político é ladrão”, diz Mitalo, membro do grupo Skate Vibration -Castelo Branco. Os skatistas mostraram a petição que fizeram para que a prefeitura de Salvador pudessem enxergá-los e atender suas demandas. Mesmo mandando ofícios e mais ofícios para a prefeitura e para governadoria, nunca tiveram uma posição.

Enquanto a juventude for apenas uma pauta de política de gestão e não uma pauta de política de Estado, não haverá garantias de direitos para os jovens tanto de Salvador, quanto de outros municípios da federação.

A situação dos transportes públicos em Salvador.

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        Sem nenhuma linha de ônibus a ser  oferecida a quantia no ato de arrematação e com um ” suposto ” metrô em construção há 13 anos,que já vem sendo motivos de chacota e considerado como uma  Lenda, Salvador visualizou sua frota de carros quase dobrar desde 2007 e nesse momento esta se preparando um dos locais a ser sediada a Copa do Mundo de 2014.

         Se compreender a situação do transporte público de Salvador não é uma tarefa fácil como se aparenta. A capital tem enfrentado momentos delicados com a qualidade dos transportes destinados a população, ela vem sendo a cada dia que passa  uma cidade “trancada”, estamos literalmente imóveis ,não  consegue se movimentar nem a pé, nem de carro ou de transporte coletivo, sem se deparar com a lentidão , principalmente  nos intermináveis horários de pico .

        É quase impossível pensar mobilidade urbana no Brasil sem pensar no transporte coletivo, principalmente no famoso ” busu” . De acordo com uma pesquisa feita pelo IBGE, Salvador hoje possui cerca de 3 milhões de habitantes, sendo que a sua grande maioria usufrui do transporte coletivo como o seu principal meio de se locomover para seus destinos. A partir desse momento que surge a grande insatisfação e  descontentamento da população , saindo pelos bairros de Salvador é fácil perceber que o povo está insatisfeito com essa situação já que a prefeitura ainda não fornece no momento condições de mobilidades de maneira igual para toda a população.  Rendimento satisfatório , conforto e segurança estão longe de pertencer ao nosso cotidiano, afinal os planejamentos de ações referentes a esse setor, se é que eles existem realmente, não são efetivados .

      As tarifas são desproporcionais ao serviço oferecido, sem contar que são absurdos, os assaltos tem sido constante nos transportes públicos , as greves já viraram  moda , mas e ai , como é que fica povo diante dessa situação ? Visivelmente suscetível sofrer  com isso , é necessário que o governo aumente os seus investimentos nesse setor, e começar a ter uma visão direcionada e critica , porque precisamos de soluções , e soluções IMEDIATAS  e pode começar tomando como ponto de partida : as rotas, percursos e linhas, o estado de conservação dos veículos ,a frota de veículos circulando,os terminais rodoviários, os horários , o que evitaria as pessoas ficarem sujeitas a serem assaltadas nos pontos de ônibus assegurando a segurança e integridade pessoal, afinal a segurança de Salvador  também não é  essa lá essa “coca-cola” toda . A partir dai poderíamos começar a visualizar uma condição digna de um cidadão referente a esse setor , afinal temos os  nossos direitos e esse é grande desafio de efetivação da Lei Nacional de Mobilidade Urbana (Lei  Federal 12.587/2012) em Salvador a ser efetivada .

 

Tainá Paranhos

O responsável pelo conteúdo é o autor.

2ª Edição do Cineminha da Galera

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A 2ª Edição do Cineminha da Galera contou a presença do público infantil. Antes da exibição do filme Direitos Humanos da Criança, houve um bate-papo sobre diversas expressões e palavras que, até então, eram desconhecidas pelas crianças, tais como: Educomunicação, Direitos Humanos, Participação, Colaboração entre outras.

Depois do brainstorming (chuva de ideias) acerca das palavras citadas acima, exibimos o filme que prendeu a atenção de todos. O filme contava a história de quatro crianças que tinham realidades diferentes, sendo uma moradora de uma comunidade, outra de uma bairro de classe média, a terceira morava na zona rural e a última em um tribo indígena.  Além disso, mostrava a trajetória das mesmas até chegar na escola. Umas com mais facilidades do que outras.

Após a exibição do filme, houve questionamento a respeito sobre: Qual realidade é semelhante a minha? Qual realidade desejo? Qual realidade não quero viver de jeito nenhum?

Surgiram diferentes respostas. Mas o que importa não são as respostas e sim o momento de reflexão sobre o SER e o QUERER SER.  Discutimos questões sobre violações de direitos, principalmente , sobre o Trabalho Infantil.

Finalizando o Cineminha da Galera, fomos ao lado de fora da Centro Comunitário para analisarmos como podemos utilizar nossas habilidades para melhorar o local em que vivemos.

Aguardem! Teremos novidades.

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Imagina na Copa – Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças.

Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças

‘Desabafo Social’ realiza atividades na periferia de Salvador para debater temas como exploração sexual de crianças e segurança na internet; projeto também está presente em outros estados.

O Desabafo Social é uma rede de jovens inseridos em movimentos sociais, que busca transformar a realidade da periferia de Salvador através de ações que despertam e aprimoram o senso crítico de crianças e adolescentes para as questões de direitos humanos. O grupo promove atividades como oficinas, debates e diálogos e, em dois anos, já impactou, sem qualquer apoio financeiro, 40 crianças e adolescentes.

Monique Evelle, estudante, tomou a iniciativa de fundar a rede em maio de 2011, aos 16 anos de idade, no bairro Nordeste de Amaralina, onde mora. Atualmente sete jovens trabalham diretamente no projeto na capital baiana, que conta também com articuladores em São Paulo, Ceará, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte, atuando em ONGs, escolas e em movimentos sociais.

As oficinas abordam temas como segurança na internet, exploração sexual, trabalho infantil, meio ambiente e liberdade de expressão. Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República nesta semana, que é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, mostram que a Bahia ficou em 7º lugar no ranking dos estados que mais receberam denúncias de violação dos direitos das crianças e adolescentes, entre janeiro e abril de 2013. No ranking de denúncias apenas de violência sexual, a região sobre para a 3ª posição.

As atividades do Desabafo Social visam conscientizar as crianças sobre quais são esses riscos, como e onde podem ocorrer, além de abordar os direitos das crianças em diferentes aspectos. “Uma menina que tinha participado de uma oficina em 2012 veio até mim dizer que queria organizar um futebol das crianças. Eu perguntei por que e ela respondeu que eu ensinei que todas as crianças tinham direito de estudar e de brincar”, conta Monique.

Segundo a fundadora do Desabafo Social, os pais das crianças já relataram que o comportamento dos filhos mudou após a participação nas oficinas. “Eles não jogam mais lixo na rua porque fizeram oficina de educação ambiental, sabem a hora de falar e a de escutar e respeitam os adultos”.

O investimento para manter as atividades do Desabafo Social vem dos próprios jovens que atuam no projeto. As tentativas de conseguir apoio em estabelecimentos locais, segundo Monique, não tiveram sucesso. As oficinas e demais atividades, que antes eram feitas em espaços cedidos, passaram a acontecer na rua. Mas a jovem acredita que a atual repercussão que o projeto vem tendo vai facilitar futuros apoios.

O Desabafo Social lança bimestralmente uma revista online. Além do conteúdo produzido por voluntários, crianças e adolescentes são convidadas a participar enviando textos e imagens. O projeto também tem o objetivo de atingir uma faixa etária mais alta, estimulando os jovens a se engajarem em causas sociais.

Juliane Gabillaud, que é voluntária do Desabafo Social ministrando oficinas, está entre esses jovens. “A sensação de passar o conhecimento é incrível, eu não sou nada, mas eu posso fazer alguma coisa, qualquer um pode. Esse movimento está aí para mostrar para as pessoas podem”, opina.

O vídeo pode ser assistido clicando aqui.

[Juliane Costa, jornalista e voluntária do Imagina na Copa – imprensa@imaginanacopa.com.br]

Desabafo Social-SP. Se liga nessa!

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Dia 16 de maio realizamos aqui no Centro Para Criança e Adolescente com a turma de 12 a 14 anos da manhã e da tarde uma roda de conversa apresentando o projeto e ações desenvolvidas pelo Desabafo Social, apresentando a eles todos os materiais que o DS tem nos meios de comunicação.

No inicio a turma esta muito presa ao tema, mas quando trouxe ao grupo que este grupo era gerido por jovens inicialmente de Salvador e agora tem se ramificando por todo o Brasil, a turma se empolgou ao máximo e começamos a discutir seguindo a do projeto pedagógico que trabalho com eles que tem o tema Participação Juvenil, expressando os meios e as formas de estarem mudando sua realidade, sua vida, a comunidade que vivem a partir da participação nas politicas publicas e na construção de uma nova sociedade a partir do dialogo e da movimentação.

Fiz toda a apresentação do projeto eles perguntaram algumas coisas sobre como funciona na pratica o projeto via redes sociais, quem eram esses “loucos” que fazer todo esse projeto existir, e assim por diante, depois pedi a turma que a partir das colagens com todas as publicações do desabafo eles pudessem escolher as melhores e montarem seu próprio jornal.

Desabafo Social , mas que uma ideia , e sim um coração !

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Carlos Alberto

Articulador do Desabafo Social em São Paulo

Seminário 18 de maio – Esquecer é permitir, lembrar é combater

Monique Evelle – Fundadora do Desabafo Social.

Na última sexta-feira, 17 de maio, ocorreu no auditório do Ministério Público do Estado da Bahia o Seminário  18 de maio – Esquecer é permitir, lembrar é combater. O Seminário fez parte das ações do  Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
No período da manhã, o evento contou com a participação ativa dos adolescentes Daniel Sousa e Ester Santana, ambos do Mérito Juvenil de Lauro de Freitas, e das jovens Monique Evelle (Desabafo Social) e Cristiane Conceição (CRIA). O quarteto juvenil fizeram parte da Mesa Redonda-Os megaeventos como porta de entrada à Violência Sexual contra Criança e Adolescente.
Ester Santana, 15 anos,  defendeu o envolvimento dos jovens nos projetos a eles destinados, chegando a questionar o por quê de só ter adulto participando desse e de outros seminários tratando do tema, provocando surpresa e aplausos. A jovem Monique Evelle, tratou do tema do trabalho infantil com apresentações de dados histórico e cultural. Monique, 18 anos, relatou sobre as ações do Desabafo Social para a promoção dos direitos das crianças e dos adolescentes. Além disso, falou que  “a mídia convencional mostra algo para o fim lucrativo. Por exemplo, o dia 12 de junho está chegando e o que iremos ver na televisão? Compre porque é Dias dos Namorados. Porém, não diz que é o Dia Mundial do Combate ao Tabalho Infantil. O Estado deve garantir os direitos de crianças e dos adolescentes. Mas, segundo o ECA , existem três corresponsáveis: O Estado, a família e sociedade civil. Existe uma grande diferença entre ser consciente e estar conscientizado. Todos que estão aqui discutindo sobre exploração e abuso sexual sabe que isso existe. Então são conscientes. Agora, sair do seu conforto e atuar como instrumento de promoção e proteção dos direitos crianças e dos adolescentes, é ser conscientizado”.
Chegando ao fim, os promotores presentes no Seminário, afirmaram a importância da participação de adolescentes e jovens nos espaços que lhes são de direito. Espera-se que nos próximos eventos haja a participação ativa da juventude.

Desabafo Social na Ponta dos Dedos – Lançamento do Portal dos direitos das Crianças e dos Adolescentes na Bahia.

Hoje o Desabafo Social o participou da inauguração do Portal de Direitos das Crianças e dos Adolescentes da Bahia, realizado pelo Cipó. O portal tem como objetivo fortalecer os atores do Sistema de Garantia de Direitos e garantir os Direitos das Crianças e dos Adolescentes da Bahia. Além disso,  fomentar ações de comunicação para a mobilização e agendamento social, sendo um espaço informativo que organizará agendas e noticias e reflexões a cerca do tema.
Os Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente , previstos pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069 de 13 de julho de 1990), formulam e acompanham a execução das políticas públicas de atendimento à infância e à adolescência.
Temos que nos mobilizar, fazer o portal acontecer, abraçar com tudo para que cheguem até a mídia. Vamos discutir sobre JUVENTUDE, temos que mostrar o que realmente acontece debaixo do pano, o que acontece na periferia, na favela, o que nos passamos de verdade. Não é simplesmente o que vemos no jornal, na TV, no rádio e nos outros meio de comunicação, temos que mostrar que os nossos direitos não estão sendo usados, por quem realmente tem essa necessidade.  A competição realmente é pesada, temos que fazer acontecer! E isso depende de cada um de nós. Pois precisamos está nessa luta juntos. Depende de mim, depende de nós, depende de você!
Onde a criança deve está? Deve está trabalhando ou na escola que é seu devido lugar? E a consequência dela não está na escola? Consequentemente não terá oportunidade de emprego futuramente, e onde ela vai conseguir o dinheiro? Tráfico? Roubos? Será que não temos que rever? Não é a causa que leva uma criança infligir as leis antes de completar a maior idade? E a mesma está ciente dos seus direitos?
O portal é uma ótima iniciativa, mais ‘’E DAÍ?’’ Quem está vendo? Onde está sendo levada essa informação? Onde o portal está sendo publicado? Nosso dever é mostrar a Juventude o que tem direito. A periferia sabe dos seus diretos? Pra mim o principal objetivo tem que ser esse, o foco tem que ser nossa Juventude se mobilizar e está ciente do que está se passando. Por que aceitam tantas humilhações de policias, pessoas de classe social superior? Qual é o motivo de aceitar viver nessa situação? Temos que revolucionar, vamos mostrar o que podemos. Por que a periferia está representada na sua maioria só nos indicies negativos? Não é passada informação, não é publicado, não é mostrada a juventude periférica. Sim, e dai? Qual a ação que terá com a iniciativa do portal?
Enfim, vamos levar a informação pra quem precisa! A juventude precisa disso!

Juliane Gabillaud

Designer da Revista Desabafo Social

 

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Entrevista no Jornal do Senado

Diretora e fundadora do Desabafo Social dá entrevista para o Jornal do Senado- edição de 18 anos.

CONFIRAM: http://www12.senado.gov.br/noticias/jornal/edicoes/2013/05/14/18-anos/jornal.pdf

 

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Desabafo Social em Campo

O QUE É: Iniciativa que busca discutir com adolescentes e jovens acerca das violações de direitos humanos das crianças e dos adolescentes nos megaeventos.

OBEJTIVO: Fortalecer e articular os adolescentes e jovens no enfrentamento as violações de direitos humanos nos megaeventos, a exemplos de violência sexual e trabalho infantil.

METODOLGIA: As discussões serão através de encontros virtuais e presenciais, cine-debate, atividades lúdico-educativas e campanhas.

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18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater.

18 de Maio - Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes - Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater.

18 de Maio – Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater’

Daniel Souza (Aldeia Infantis SOS), Ester Twc (Desbravadores Mundo Marinho) e Monique Evelle (Desabafo Social), serão os debatedores do seminário ’18 de Maio – Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes – Esquecer é Permitir, Lembrar é Combater’. O evento acontecerá na próxima sexta-feira (17/05), das 8 às 17 horas, no auditório J.J. Calmon de Passos, na sede do Ministério Público, na Avenida Joana Angélica, 1312, Nazaré, Salvador-BA. O seminário faz parte da programação do Comitê De Enfrentamento Bahia, Centro de Apoio Operacional da Criança e do Adolescente (Caoca) e o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) do Ministério Público da Bahia.

DIVULGUE! PARTICIPE!!!
FAÇA BONITO, PROTEJA NOSSAS CRIANÇAS E ADOLESCENTES!

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De Jovem pra Jovem

De Jovem pra Jovem

Festival de música e dança no Rio Sena, Subúrbio de Salvador.

Cineminha da Galera

O Cineminha da Galera é um projeto criado para a juventude das comunidades de Lauro de Freitas, onde iremos dialogar de forma criativa e dinâmica, através de filmes que abordam temáticas sociais.
É pensando que se descobre, é perguntando que se aprende, e nada melhor que um espaço especial para o adolescente compartilhar seus conhecimentos de maneira divertida e atraente.
A primeira sessão de cinema aberto será na próxima segunda-feira, 13 de maio. Esperamos por você!

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Desabafo Social em Fortaleza

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No dia 8 de maio de 2013 , Terre des Hommes (TDH), Desabafo Social e ABMP, tiveram um momento de oficina com tema Redução da Maioridade Penal.

Objetivo da oficina
1. Explicar a importância de  abordarmos a temática da maioridade penal, a partir do trabalho com o livro Vozes com enfoque na fala sobre Justiça Ato Infracional, Proteção e Liberdade.
2. Estimular a reflexão sobre a participação na caminhada da paz em que a turma esteve presente.
Metodologia da oficina:
1. Foi divididos dois grupo, com três adolescente em cada grupo. Primeiro grupo foi a favor da maioridade penal. O segundo grupo foi contra a maioridade penal.
2.Cada grupo teve um tempo para refletir um pouco sobre o que pode acontecer com os adolescentes a partir dos 16 anos, com a redução da maioridade penal. Entre as causas e consequências , os participantes citaram a fragilidade, falta de acompanhamento da famíliaa dos adolescentes que cometeram o ato infracional e insuficiência de políticas públicas para as crianças, os adolescentes e jovens.
Resolveram marcar outra oficina, porque uma só não contemplou toda complexidade do assunto.
Lucas Alves
Articulador do Desabafo Social em Fortaleza.