Nota

Por uma #mídasemracismo


“Qual não foi, porém a nossa decepção ao vermos que o idiota preconceito em vez de diminuir cresce […] que os soldados pretos que nos campos de batalha têm dado provas de heroísmo, são postos oficialmente abaixo do nível de seus camaradas; que para os salões e reuniões de certa importância, muito de propósito não é convidado um só negro, por maiores que sejam seus merecimentos ; que os poderes públicos, em vez de curar do adiantamento dos pretos, atiram-nos à margem, como coisa imprestável?”  – Jornal O Progresso, São Paulo, 1899.

Fotografia: Midiã

Os dias 29 e 30 de maio, foram de bastante debate sobre comunicação e racismo, no evento promovido pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), em Brasília.

O seminário tinha como objetivo debater o quadro atual da Comunicação Social no Brasil no que diz respeito a diversidade e combate ao racismo, e discutir medidas que contribuam para que o país alcance uma comunicação mais plural e democrática, por meio do fortalecimento das mídias negras.

Na abertura do evento, a ministra Luiza Bairros, lamentou a ausência de assessorias dos Ministérios.  A historiadora e jornalista, Ana Flávia Magalhães, questionou os participantes. “Houve o silenciamento das vozes negras ou até agora vivemos em tentativa de silenciamento?”, perguntou.

A representante do coletivo Intervozes, Bia Barbosa demonstrou preocupação no que diz respeito ao acesso a informação. “Temos hoje uma grande parte da população sem acesso a internet. E necessário investimento do Estado para promover essa forma de inclusão social. Por meio desse tipo de ação a população, antes excluída, ganhará voz e por consequência mais informação”, sugeriu.

Na roda de conversa A luta antirracista e as novas formas de comunicação, Monique Evelle, falou da importância de utilizar uma linguagem a qual crianças, adolescentes e jovens possam compreender situações de racismo e somar na luta antirracista. “Não adianta ficar falando para nós mesmo “, disse. Além disso, Monique trouxe alguns dados os quais mostram a desigualdade de acesso a internet entre negros e brancos e disse que para além do acesso, é preciso educação digital, para evitar violações de direitos na internet.

Nas rodas de conversa, também foram apresentados produtos de organizações presentes como a revista O Menelik 2º Ato, pelo jornalista Nabor Jr. e vídeos do vlog Tá bom pra você?, pelo ator e diretor Érico Brás.

 

 

 

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