Arquivo do mês: abril 2014

Jovens se reúnem dentro do #ArenaNETMundial para debater Direitos Humanos na Internet

O debate  reuniu jovens comunicadores de todas as regiões do Brasil para discutir a participação infanto-juvenil na internet. A reunião realizada pela Safernet em parceria com o Desabafo Social, Renajoc e Viração, trouxe num dos pontos mais importantes à importância da inclusão digital e a garantia do direito básico para a população mais carente.

Além da troca de cultura causada pelas diferenças geográficas dos participantes, a diferença social ficou evidente no ambiente, causando assim outra troca de vivência e experiência dos convidados, o que contribuiu muito no debate sobre a internet segura.

Ao fim da reunião, Rodrigo Nejm da Safernet afimou que o importante não é criar uma nova rede, e sim soma-las como forma de fortalecer a luta de cada movimento.

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Direitos Humanos é tema de debate na #ArenaNETMundial

Num dos debates mais importantes do evento, a “A Internet e os Direitos Humanos”, reuniu alguns dos mais importantes nomes de ativistas e cyberativistas dos direitos humanos como o jornalista e blogueiro Leonardo Sakamoto, a também jornalista e cyberativista Nana Queiros do #EuNãoMerecoSerEstuprada, o cyberativista francês Jérémie Zimmermann; o coordenador do Fora do Eixo, Pablo Capilé; o ativista e rapper GOG e o músico e responsável pela Casa de Cultura Tainã, TC.

Antes do debate, o local já trazia uma mostra do que seria o debate dos participantes, com as fotos espalhadas do rosto do ex-espião da CIA, Edward Snowden. As falas dos debatedores arrancaram muitos aplausos num debate eufórico e com muita emoção trazida pelos convidados.

 

Frases que marcaram o debate

Leonardo Sakamoto

“O reacionário começa ver todo mundo discutindo, trocando informações na internet, algo que nunca viu, e reage”.

 

Nana Queiroz

“Não está na hora de ouvirmos os movimentos feministas e não uma garota que fez uma campanha na internet?”.

“Eu não sou a única mulher falando. Eu sou a única mulher sendo ouvida, e por sorte”

 

Pablo Capilé

“O Snwden se manifestou e o Marco Civil foi levado adiante. Mas há anos que os movimentos sociais estão nas ruas falando isso”.

 

TC

“A internet é algo desconhecido para o Brasil. Somente metade da população tem acesso”.

 

GOG

“Não temos maioria feminina, mas temos a maioria negra”.

“É preciso ocupar territórios”.

“Existe um genocídio da juventude negra”.

O mundo aplaude o Brasil na #ArenaNETMundial.

“Recente aprovação do Marco Civil da Internet representa um avanço mundial”, afirmam convidados.

A mesa que discutiu a internet mundial reuniu personalidades importantes como artista Gilberto Gil, o criador da Web Tim Berners Lee, o Ministro-Chefe da Secretária-Geral da Presidência da República Gilberto Carvalho, o ativista e professor Sergio Amadeu, o patriarca da internet brasileira Demi Getshoko e entre outros.

Todos os convidados parabenizaram o Brasil por causa da recente aprovação do #MarcoCivildaInternet. Para o ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, a proposta envolvia muitos interesses, mas sua aprovação quase unanime é considerada um “Milagre político”.

Os discursos colocaram que a sanção da nova lei significa maior liberdade e segurança aos internautas, e fizeram questão de ressaltar que nenhum país do mundo possui uma lei para Web tão completa como o Brasil.

” Espero continuar contando com a participação da sociedade, em especial da juventude, para que possamos avançar ainda mais”, disse o deputado Alessandro Mollon, relator do Marco Civil.

Cyberativistas e pesquisadores discutem participação social na Web

No debate da tarde de hoje (24/04) na #ArenaNETMundial reuniu pesquisadores da web e cyberativistas para debaterem com o tema “Novas Formas de Participação Social em Rede”. A conversa relembrou momentos da participação da juventude no campo virtual no mundo inteiro, principalmente no Brasil com as chamadas Jornadas de Junho.

Uma das debatedoras, a Daniela Silva da Transparência Hacker, levantou pontos importantes que arrancou aplausos do público, entre eles ela diz que não adianta o governo olhar para internet de forma inovadora se o Estado é conservador, e cita o caso de militantes que são pressionados pelo Ministério Público e pela Polícia Federal tendo seus dados pessoais invadidos pelo Estado.

Moção de Apoio ao Projeto de Lei 4471/12 – Autos de Resistência

Moção de Apoio ao Projeto de Lei 4471/12

Nós, organizações de movimento negro do estado da Bahia, manifestamos nosso apoio à aprovação do PL 4471/12, que altera os arts. 161, 162, 164, 165, 169 e 292 do Decreto-Lei nº3.689, de 3 de outubro de 1941- Código de Processo Penal, prevendo assim o fim dos “autos de resistência” e “resistência seguida de morte”.

 

Os dados do 7º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicados em 2013 demonstram que a polícia baiana é a que mais mata, com uma média de mais de uma execução por dia. No caso sobre o assassinato da Sra. Claudia Silva Ferreira, no Rio de Janeiro, foi identificado que dois dos três policiais militares acusados estão envolvidos em 62 autos de resistência.

 

Defendemos ainda a manutenção do projeto como foi apresentado onde: obriga a preservação da cena do crime; obriga a realização de perícia e coleta de provas imediatas; define a abertura de inquérito para apuração do caso; veta o transporte de vítimas em “confronto” com agentes, que devem chamar socorro especializado; substitui os “autos de resistência” ou “resistência seguida de morte” por “Lesão corporal decorrente de intervenção policial” e “Morte decorrente de intervenção policial”.

 

No sentido de garantir a exaustiva apuração de casos de letalidade derivada do emprego da força policial e redução substancial dos casos de execuções cometidas por policiais, manifestamos nosso apoio ao PL 4471/12 e solicitamos a aprovação do referido projeto.

 

Bahia, 31 de Março de 2014

 

Entidades que assinam:

Afoxé Filhos do Congo

Aganju – Afrogabinete de Articulação Institucional e Jurídica

Articulação Interredes de Jovens do Nordeste

Associação Cultural Aspiral do Reggae

Associação Cultural de Hiphop Nova Saga

Associação Cultural os Negões

Associação de Ogans do Reconcavo

Associação Socio-Cultural e de Capoeira Bloco Carnavalesco Afro Mangangá

CMA HIPHOP – Comunicação, Militância e Atitude HipHop

Coletivo Boom Clap

Coletivo de Assessoria Ciranda

Coletivo de Entidades Negras

Coletivo Martin Luther King

Coletivo Quilombo

Coletivo Regional de Participação Social

Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra do Estado da Bahia – CDCN

Conselho Estadual Quilombola

Conselho Municipal da Comunidade Negra da Cidade do Salvador – CMCN

Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN) – Bahia

Corpo Acadêmico dos Negões

Desabafo Social

Fórum Baiano de Juventude Negra

Fórum de entidades do Bairro da Paz

Instituto Cultural Steve Biko

Instituto de Mídia Etnica

Instituto Mão Amiga de Ação Social & Cidadania  

Instituto Odara

Instituto Palmares de Promoção da Igualdade

Instituto Pedra de Raio

Levante Popular da Juventude-BA

Liga dos Invasores

Mídia Perifiérica

Movimento dos Sem Tetos da Bahia – Democrático e de Lutas

Movimento negro Unificado (MNU) – SEÇÃO Bahia

Organização Sócio Educativa e Cultural Hip Hop Clã Periférico

Posse de Conscientização e Expressão – PCE

Quilombo Educacional da Ilha de Vera Cruz

Rede de Jovens do Nordeste – Bahia

Rede Juventude de Terreiro

Resistência Comunitária

Revolution Reggae

Unegro – União de Negros Pela Igualdade

Vixe Produções

Golpe Militar – 50 anos.

No dia 31 de março, o Golpe Militar completou os 50 anos. Marcado pela falta de liberdade, sequestro, torturas assassinatos e outras atrocidades, os 21 anos de regime fechado (1964 a 1985) do Brasil pode ser considerado a pior coisa que aconteceu no país, mas para muitos jovens (muitos mesmo) foi algo bom, (aff).

Longe de querer que eles se calem (até porque não sou nenhum sensor da ditadura), mas penso que um pouco de sensibilidade e senso político iria fazê-los entender o que foi o que foi aquele período sem precisar ter vivido (e ainda bem que não viveu). Mas para ter uma experiência, não precisamos voltar no tempo.

Bom, para entender como as coisas mudaram em 50 anos eu explico.  Antigamente os militares torturavam e matavam políticos, negros, pobres e índios. Hoje em dia, os militares torturam e matam negros, pobres e índios, bom… ainda não avançamos muito.

Depois dos 50 anos do Golpe, as perseguições e repressões policiais ainda continuam nas favelas e comunidades. Somente em janeiro deste ano, 76 pessoas foram mortas em São Paulo. O último caso de maior repercussão sobre esta violência foi à morte do servente de pedreiro Amarildo, protagonizado pela Polícia ‘Pacificadora’ do Rio de Janeiro, até hoje os PM’s envolvidos não foram julgados.

Sei que a maioria das pessoas quer os militares longe do poder, mas a outra parte da sociedade não deixa de ser preocupante. Mesmo tão recente na nossa história, a ditadura precisa ser mais discutida, devemos sempre reafirmar do quanto foi negro este período e homenagear os brasileiros desaparecidos nos porões da ditadura.

Lucas Antonio

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Desabafo Social leva o prêmio!

PRÊMIO DE TODA EQUIPE DO DESABAFO SOCIAL.

Na cerimônia de abertura do XXV Congresso da ABMP, Monique Evelle, foi premiada pelo seu trabalho no Desabafo Social, rede composta por adolescentes e jovens inseridos em movimentos sociais, que busca contribuir para que os direitos humanos ganhem sentido no cotidiano de meninos e meninas. A rede realiza oficinas, chats online e publica uma revista eletrônica, com conteúdos produzidos por adolescentes e jovens.

A equipe do Desabafo Social agradece a você por fazer parte e acreditar nesta rede!

 

 

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