Arquivo do mês: novembro 2013

São Paulo, uma terra privilegiada

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O paulistano é um cidadão privilegiado e não sabe disso. Na terra da garoa você encontra locais de bastante cultura e entretenimento, todo cidadão tem à disposição espaços como o Teatro Municipal, o Masp, Museu da Língua Portuguesa, shoppings em cada esquina e entre outros.

E o conforto não para por aí, SP oferece a maior e mais moderna linhas de metrô do Brasil que universaliza o acesso das pessoas mais carentes no centro da capital. Além da nossa grande frota de ônibus que tem até televisão.

À defesa dos nossos cidadãos direitos também é algo que o estado se preocupa. A nossa Polícia Militar, que estabelece a ordem em toda a cidade, é a maior polícia do Brasil e a terceira maior da América Latina. Os números comprovam seu trabalho árduo, a cada dois dias, três marginais morrem em suas mãos.

Aqui em SP, só não tem dinheiro quem quer, pois estamos falando da capital brasileira mais moderna e rica em oportunidades de trabalho. Em cada esquina sempre há alguma vaga sobrando, por isso que tantas pessoas vêm pra cá, porque aqui é borbulha dinheiro. É uma pena que vagabundos coloquem a culpa de sua miséria na cidade.

E como se não bastassem todos estes atrativos, a maios cidade do Brasil dispõem de um circo aberto. Com sorte, você em seu seguro veículo pode para em um farol e dar de cara com uma criança fazendo malabarismo com cones, bolas e bastões, além de pequenos mágicos com diferentes truques. Se você estiver andando pela cidade, poderá encontrar um bêbado interpretando os palhaços circenses, fazendo diversas trapalhadas para a população dar risada. E por fim, nas calçadas o espectador encontrará pessoas deformadas imitando as aberrações que o circo trás. Tudo isso de graça!!

Atenção! Texto contém ironia.

Lucas Antonio

O responsável pelo texto é o autor.

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Aprender para florescer

Elogio do Aprendizado

 

Bertolt Brecht

 

“Aprenda o mais simples!

Para aqueles cuja hora chegou

Nunca é tarde demais!

Aprenda o ABC; não basta, mas aprenda!

Não desanime! Comece! É preciso saber tudo!

Você tem que assumir o comando!

Aprenda, homem no asilo!

Aprenda, homem na prisão!

Aprenda, mulher na cozinha!

Aprenda, ancião!

Você tem que assumir o comando!

Frequente a escola, você que não tem casa!

Adquira conhecimento, você que sente frio!

Você que tem fome, agarre o livro: é uma arma.

Você tem que assumir o comando.

Não se envergonhe de perguntar, camarada!

Não se deixe convencer!

Veja com seus próprios olhos!

O que não sabe por conta própria, não sabe.

Verifique a conta É você que vai pagar.

Ponha o dedo sobre cada item

Pergunte: o que é isso?

Você tem que assumir o comando.”

 

Aprender para florescer

 

O renomado autor alemão Bertolt Brecht já dizia em seu poema “Dificuldade de governar”: “somente porque todos são tão estúpidos, precisa-se de alguns tão espertos.”

Nesse trecho, percebemos como os dominadores dos sete pilares de nossa sociedade agem: fazem-nos crer numa falsa relação de mutualismo.

O fato é que não necessitamos de dominadores. Necessitamos de líderes, estes escassos atualmente. Líderes são lembrados em toda a história porque transmitiram algum conhecimento ao povo. Dominadores são reconhecidos por encucar em nós a ideia de que “são eles quem colocam ordem em nossa desordem.”

Dentre as diversas táticas de manipulação e dominação desses dominadores está a inibição do pensamento crítico do ser. Inibem a renovação contínua de mentes com seus cartazes, suas músicas, suas decisões…

Hoje, o conceito de alienação está bem difundido. E sua principal atuação consiste no trabalho, como nos apresentou Marx. O autor citado no início do texto nos convida a ler, a questionar, a debater numa eterna dialética, em seu poema “Perguntas de um trabalhador que lê.”

Portanto, como nos relata o profeta Oséias nas Sagradas Escrituras cristãs, é preciso esforçarmo-nos para conhecer, aprender. É lendo que se aprende. Ler pessoas, ler o mundo, ler números e palavras, a composição do Universo.

É aprendendo que se floresce. Todas as “Primaveras Mundiais”, a exemplo da Revolução Francesa, ou também a Revolução Praieira, aqui no Brasil; todas elas provinham de algum conhecimento, aprendizado, convergido em causa, em luta, em conquista, em transformação.

Então, que floresça eu, floresças tu, floresça ele e ela, floresçamos nós, floresceis vós, que dormis em suas sementes. Aprendei!

 

Ana Laura Maziero

O responsável pelo conteúdo é o autor.