Arquivo do mês: junho 2013

Quem se revolta e com o que?

                                  

Até que enfim estamos vivendo em uma sociedade que tem acordado para algumas questões e lutando para de fato a democracia plena seja exercida com a participação popular nas construções das políticas públicas e questões tangentes a eles.

Neste momento diversas cidades brasileiras tiveram o aumento das passagens do transporte público, onde a população a partir da iniciativa de alguns movimentos se uniram para se manifestar contra esses aumentos nas tarifas e foram as ruas para lutar por isso, em alguns momentos e cidades a palavra lutar foi ao seu sentido literal quando baderneiros infiltrados ao movimento começaram a “quebrar tudo” e a policia ( dito o Aparelho repressor do estado) em seu âmbito de reprimir do dano agiu dentro de sua forma que em momentos se excedeu completamente e chegou a ser uma repressão violenta aos manifestantes. Numa visão geral e difícil até entender dois lados tão distintos um dos manifestantes que lutavam por um bem comum e o outro da policia que estava ali para garantir a integridade do patrimônio publico e o direitos de ir e vir dos outros cidadãos que não estavam nas manifestações ai fica a cada cidadão ver onde se posiciona em relação a seu direito qual lado o violou e qual o contemplou.

            O que tem me incomodado são os novos revolucionários que de fato saíram do facebook e estão nas ruas mas vem questionado os REVOLUCIONÁRIOS de fato que estão lutando a anos dentro dos movimentos sociais de base e que nunca são notados e pouco se importam com isso. Eu, por exemplo, há anos no movimento da criança, adolescência e juventude nunca quis me ascender por estar contribuindo para diversas mudanças que já conseguimos com a crianças dos estatutos da criança e ado adolescentes, do idoso , do torcedor entre outros lutas nossas daqueles que nunca foram vistos na mídia e sempre vão continuar com sua luta árdua de implementação de fato desse e outros objetos de garantia de direitos, e os revolucionários que saíram do facebook o que lhe resta a eles voltar ao facebook ? Acho que é o que veremos a partir de agora, conseguimos abaixar o transporte mas quem será do milhares que ira voltar a discutir na base, nos conselhos gestores, no poder publico a qualidade do transporte? Quem vai lutar pela saúde, educação, entre outras pautas como habitação pois queremos casas mas quando vemos o MST na rua lutando os comparamos a mercenários? Eis estas questões sobre como estamos pensando os milhares de manifestantes que pós-luta iram fazer.

            Outro ponto o qual é de extrema importância abordar a mídia e seus conceitos e com ela veicula a informação alienadora e que tem que ser a vista do que ela pensa, vimos como a mídia tratou as manifestações quando lhe convém ela radicalmente mudava de opinião e isso era entre o intervalo pois tende-se a favorecer algumas pessoas não o coletivo, escutei hoje de uma pessoa que ela vê determinada emissora e ela não é manipulada e nem forçada a nada , muito interessante ver isso de uma pessoa que se diz não alienada , alguém iria saber sobre as PEC 33 e 37 se a mídia não falasse? Quem saberia o que é redução da maioridade penal se a mídia não batesse tanto nessa tecla por seus interesses? Poucos, aqueles loucos que à anos então discutindo na base do  movimento social que estão lutando sem holofotes vencendo as ameaças a falta de recursos para estar em reuniões, plenária a discursão dita por muitos como invalida e chata até por ser diversas vezes estarmos tentando, ainda dizem que nossos somos os alienados..(rsrsr).

            Pensei em escrever esse texto após diversas conversas com manifestantes, militantes, pessoas comuns, alienados, alienadores, adolescentes, revolucionários do facebook, entre outros e comecei a notar o quando todos estavam a favor de ver o povo na rua, mas uma pergunta que poucos me responderam (apenas os militantes) que a luta continua na base e que agora devemos pautar a qualidade continuar a pensar como podemos estar democratizando essa sociedade, as outras respostas foram vazias pois não se sabe o que fazer, não uma base ideológica para fazer novas manifestações, e sem essa referencia logo iremos fazer manifestação contra os manifestantes? Perde-se referencia ao movimento, despolitiza a manifestação para virar um lazer, um programa familiar, onde estamos não lutando por direitos, mas sim passeando, gastando cartazes que depois viram lixo poluindo nossa cidade entre outras matérias e que sem objetivo viram inúteis e caem nas mesmices.

            Muito me questionaram sobre esse posicionamento maluco que tenho, mas meus pensamentos são numa linha de que temos que repensar como saímos à rua, como manifestamos precisamos pensar contra o que e quem lutamos não defender causas pessoas ou se quando coletivas inferem direitos dos outros, não discutimos, não chegamos a uma conclusão, não temos um pensamento único, uma base de discursão para que todos tenham acesso e possam discutir, promover, trazer as devolutivas e conseguirmos os objetivos de interesse comum, sou contra a corrupção, contra as PEC que não servem ao interesses do povo, contra a redução da maioridade penal, contra o domínio das empresas, contra diversas coisas que inferem os direitos humanos, contra a sociedade, contra o trabalhador, o dito cidadão aquele o mais violado, que mais sobre com toda essa ausência de politicas, de pensamentos críticos e de fato uma participação popular.

            Devemos acabar com a frase:- “Ruas cheias de pessoas vazias”; e devemos a partir de agora ter –“RUAS CHEIAS DE PESSOAS CHEIAS” , cheia de conhecimento de causa e luta, de democracia, cheia de coragem, sem medo e com a determinação de que a participação popular pode mudar o cenário político e social brasileiro.

Carlos Alberto

O responsável pelo conteúdo é o autor.

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Boletim Informativo número 1

Boletim Informativo número 1

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#DesabafoSocial #Naoaocalese #VempraRua

#DesabafoSocial #Naoaocalese #VempraRua

Revolta que durou 20 anos

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Hoje testemunhamos um fato histórico, uma mobilização realizada nas ruas reuniu centenas de milhares de pessoas para manifestar seus direitos. Àqueles que diziam que esses protestantes eram apenas vândalos, foram calados de forma majestosa por esses grandes cidadãos do Brasil e do mundo.

De muitas formas este movimento foi denegrido com falas de ser desorganizado, violentos e baderneiros. Claro que isso foi provocado por depredações e pichações do patrimônio público e privado. Pois eu digo ainda bem que aconteceu isso.

A forma mais violenta e incisiva dessa revolta chamou a atenção da população e dos governantes, o movimento pelo transporte público gratuito acontece desde 2005, porém acontecia de forma pacífica, resultando na falta de interesse geral.

A revolta não é apenas por 20 centavos, são por 20 anos da população calada, aguentado esses grandes escândalos e descaso com a população. O que vemos é algo formidável, é o cidadão/trabalhador encher o peito de coragem e pátria para ir atrás do que nos interessa, da nossa participação da democracia. É lindo.

Lucas Antonio

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Roda de Conversa On-line

Roda de Conversa On-line

O Brasil todo se manifestando. Articulações feitas através das redes sociais. Não esqueçam que temos um encontro marcado no dia 19 para discutirmos sobre Cidadania On-line!

Mapa Da Janela pra Lá

O Mapa mostra cidades de onde as pessoas mandaram suas fotos para a iniciativa do Desabafo Social , Da Janela pra Lá!

12 de Junho, Dia dos Namorados?

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   (Campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescentes 2012)

Exatamente nesta data, também é o Dia dos Namorados. Mas desde 2002 nos bastidores da mídia capitalista, o 12 de junho ficou marcado como Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil. Foi uma iniciativa da Organização Internacional do Trabalho (OIT) , em parcerias com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome (MDS) e muitos outros órgãos do Governo Federal, Municipal, Estadual e do Distrito Federal, com outras instituições privadas.

O Dia Mundial do Combate ao Trabalho Infantil tem como foco alertar a todos a importância que tem a implementação das convenções de n° 138 (estabelece idade mínima para admissão do emprego) e n° 182(trata das piores formas de trabalho infantil). No Brasil, o fórum Nacional de Erradicação do trabalho infantil, articulou a campanha Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil e estabeleceu como data prioritária para a mobilização o dia 12 de Junho.

Ano passado o Desabafo Social participou da campanha É da Nossa Conta! Trabalho Infantil e Adolescente. Foi uma iniciativa da Fundação Telefônica Vivo,  Unicef e da Organização Internacional do Trabalho (OIT). No segundo semestre de 2013, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate a fome (MDS), pede e convoca a integração entre as gestões Estaduais, Municipais e do Distrito Federal um olhar  para os serviços e programas de Assistência Social, durante e após a realização da mobilização da campanha.

Não se vê ano melhor para falar sobre esse assunto devido aos megaeventos que estão perto de acontecer em nosso país. Esses megaeventos não tem uma natureza apenas de diversão, mas também irá aumentar o índice de trabalho infantil. Muitas dessas crianças estão na linha da pobreza e, assim, elas são facilmente levadas ao caminho no qual leva diretamente ao trabalho infantil. Isso vem acontecendo com mais frequência do que podemos imaginar, talvez porque as nossas crianças não tenham uma educação infantil na qual seria de direito ter.  Com isso crianças são jogadas nas ruas com a esperança de levar comida para casa e muitas vezes quem emprega ou usa essas crianças são os grandes empresários do nosso país. Veremos como tudo irá ficar depois que esses megaeventos passarem.

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  (Campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescentes 2012)

 

Tâmara Brito

O responsável pelo conteúdo é o autor.

Hangout – Violações dos Direitos da Criança e do Adolescente

O primeiro Hangout (vídeo conferência), que reuniu alunos das Kabums de todo o Brasil para discussão da violação dos direitos da Criança e do Adolescente, ocorreu no dia 28 de maio. Participou do debate fomentando a conversa o jornalista Nilton Lopes, que trabalha na CIPÓ, ONG que executa a Oi Kabum! de Salvador na Bahia. Monique Evelle, estudante de fotografia da Oi Kabum Salvador e fundadora do Desabafo Social, também participou. Confira abaixo como foi o Hangout:

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http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=ipvOpqGzDFU

“Até esse conceito não acabar, teremos o mesmo conceito de que todo político é corrupto, todo político é ladrão”

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Auditório lotado e com a presença e a participação de adolescentes e jovens do Desabafo Social, Escola Olodum, TV Pelourinho e Skate Vibration – Castelo Branco. Foi assim a Audiência Pública sobre a Política Municipal da Juventude que ocorreu no dia 06 de junho. DJ Branco deu inicio a audiência lendo um texto de repúdio acerca das faltas de políticas públicas municipais da juventude. Mencionou o nome do prefeito de Salvador, ACM Neto, dizendo que o mesmo recebeu convites antecipadamente para participar da Audiência, mas não respondeu e nem mandou uma pessoa para representá-lo. “ Isso mostra que o prefeito de Salvador não tem prioridade com as políticas municipais da juventude”, afirma DJ Branco.

“ Já tem quase 200 dias de gestão e nada foi feito e pensado para os jovens desta cidade “, diz Michele Vieira, presidente do Conselho Estadual da Juventude. Michele falou da importância de cobrar ao prefeito as ações direcionadas à juventude, já que a vice-prefeita Célia Sacramento, assinou o Pacto da Juventude durante o evento do CONJUVE no segundo semestre de  2012.

A representante auxiliar do Fundo das Populações das Nações Unidas –UNFPA, trouxe importantes dados, exemplificando as estratégias na área da juventude. O UNFPA, junto com a Secretaria Nacional da Juventude fez o mapeamento do perfil da população jovem em Salvador, onde consta que os jovens representam 76% das vítimas de homicídio (2009).

Três jovens skatistas, moradores do bairro do Castelo Branco, roubaram a cena manifestando-se em prol de pistas de skate para o seu bairro. ” Esse conceito de que skatista é vagabundo e maconheiro.. até esse conceito não acabar , teremos o mesmo conceito de que todo político é corrupto, todo político é ladrão”, diz Mitalo, membro do grupo Skate Vibration -Castelo Branco. Os skatistas mostraram a petição que fizeram para que a prefeitura de Salvador pudessem enxergá-los e atender suas demandas. Mesmo mandando ofícios e mais ofícios para a prefeitura e para governadoria, nunca tiveram uma posição.

Enquanto a juventude for apenas uma pauta de política de gestão e não uma pauta de política de Estado, não haverá garantias de direitos para os jovens tanto de Salvador, quanto de outros municípios da federação.