Imagina na Copa – Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças.


Rede de jovens criada por estudante de 16 anos ensina direitos humanos a crianças

‘Desabafo Social’ realiza atividades na periferia de Salvador para debater temas como exploração sexual de crianças e segurança na internet; projeto também está presente em outros estados.

O Desabafo Social é uma rede de jovens inseridos em movimentos sociais, que busca transformar a realidade da periferia de Salvador através de ações que despertam e aprimoram o senso crítico de crianças e adolescentes para as questões de direitos humanos. O grupo promove atividades como oficinas, debates e diálogos e, em dois anos, já impactou, sem qualquer apoio financeiro, 40 crianças e adolescentes.

Monique Evelle, estudante, tomou a iniciativa de fundar a rede em maio de 2011, aos 16 anos de idade, no bairro Nordeste de Amaralina, onde mora. Atualmente sete jovens trabalham diretamente no projeto na capital baiana, que conta também com articuladores em São Paulo, Ceará, Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte, atuando em ONGs, escolas e em movimentos sociais.

As oficinas abordam temas como segurança na internet, exploração sexual, trabalho infantil, meio ambiente e liberdade de expressão. Dados divulgados pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República nesta semana, que é marcada pelo Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, mostram que a Bahia ficou em 7º lugar no ranking dos estados que mais receberam denúncias de violação dos direitos das crianças e adolescentes, entre janeiro e abril de 2013. No ranking de denúncias apenas de violência sexual, a região sobre para a 3ª posição.

As atividades do Desabafo Social visam conscientizar as crianças sobre quais são esses riscos, como e onde podem ocorrer, além de abordar os direitos das crianças em diferentes aspectos. “Uma menina que tinha participado de uma oficina em 2012 veio até mim dizer que queria organizar um futebol das crianças. Eu perguntei por que e ela respondeu que eu ensinei que todas as crianças tinham direito de estudar e de brincar”, conta Monique.

Segundo a fundadora do Desabafo Social, os pais das crianças já relataram que o comportamento dos filhos mudou após a participação nas oficinas. “Eles não jogam mais lixo na rua porque fizeram oficina de educação ambiental, sabem a hora de falar e a de escutar e respeitam os adultos”.

O investimento para manter as atividades do Desabafo Social vem dos próprios jovens que atuam no projeto. As tentativas de conseguir apoio em estabelecimentos locais, segundo Monique, não tiveram sucesso. As oficinas e demais atividades, que antes eram feitas em espaços cedidos, passaram a acontecer na rua. Mas a jovem acredita que a atual repercussão que o projeto vem tendo vai facilitar futuros apoios.

O Desabafo Social lança bimestralmente uma revista online. Além do conteúdo produzido por voluntários, crianças e adolescentes são convidadas a participar enviando textos e imagens. O projeto também tem o objetivo de atingir uma faixa etária mais alta, estimulando os jovens a se engajarem em causas sociais.

Juliane Gabillaud, que é voluntária do Desabafo Social ministrando oficinas, está entre esses jovens. “A sensação de passar o conhecimento é incrível, eu não sou nada, mas eu posso fazer alguma coisa, qualquer um pode. Esse movimento está aí para mostrar para as pessoas podem”, opina.

O vídeo pode ser assistido clicando aqui.

[Juliane Costa, jornalista e voluntária do Imagina na Copa – imprensa@imaginanacopa.com.br]

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